No Iémen dois acusados de atentado contra USS Cole condenados à morte

O Tribunal Penal de Sanaa, capital do Iémen, condenou hoje à morte dois dos seis iemenitas acusados do atentado contra o navio de guerra USS Cole, em Outubro de 2000, que vitimou 17 militares norte-americanos.

Agência LUSA /

Os restantes quatro réus acusados de envolvimento no ataque suicida contra o "destroyer" norte-americano, no porto de Aden, sul do Iémen, foram condenados a penas entre os cinco e 10 anos de prisão, por cumplicidade.

A acusação pedia a pena capital para quatro dos réus e penas de prisão até sete anos para os restantes dois.

Os seis homens foram acusados de pertencer à rede terrorista Al-Qaida, de Usama bin Laden, e de terem desempenhado diferentes papéis no ataque contra o USS Cole, a 12 de Outubro de 2000, quando o navio de guerra norte-americano se encontrava atracado no porto de Aden.

O atentado foi levado a cabo por dois bombistas suicidas, Ibrahim al-Thawr e Abdullah al-Misawa, ambos iemenitas, que fizeram um barco carregado de explosivos embater contra o navio de guerra.

Um dos arguidos hoje condenados à morte é Abdel Rahim al- Nachiri, considerado o "cérebro" do atentado, e que se encontra detido nos Estados Unidos, pelo que foi o único dos acusados a não comparecer no tribunal, sendo julgado à revelia.

As autoridades norte-americanas, que anunciaram a detenção de Al-Nachiri em Outubro de 2002, nos Emirados Árabes Unidos, acreditam que se trata de um colaborador próximo de Usama bin Laden, acusado dos atentados do 11 de Setembro de 2001 nos Estados Unidos.

Al-Nachiri, de origem saudita, é também suspeito de envolvimento directo nos atentados bombistas contra as embaixadas norte-americanas no Quénia e na Tanzânia, em 1998.

O outro condenado à pena capital é Abdel al-Badawi, de 35 anos, que já anunciou que vai recorrer da sentença.

Fahd al-Qasa recebeu a pena de prisão mais pesada, 10 anos, acusado de ter filmado o atentado, enquanto Maamoun Msouh foi condenado a oito anos por ter auxiliado al-Badawi e movimentado dinheiro utilizado na preparação e execução do ataque.

Ali Mohamed Saleh e Murad al-Sirouri foram ambos condenados a cinco anos de prisão, por terem falsificado documentos de identidade para al-Misawa, um dos suicidas.

O Iémen, o país mais pobre da península arábica, foi um dos primeiros estados árabes a anunciar a sua colaboração na luta contra o terrorismo, após os atentados de 11 de Setembro em Nova Iorque e Washington, e desde então lançou várias operações contra grupos radicais islâmicos.

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