Norte-americanos assinalam quinto aniversário dos atentados do 11 de Setembro
Os Estados Unidos assinalam segunda-feira o quinto aniversário dos ataques terroristas de 11 de Setembro no meio de uma intensa campanha governamental destinada a justificar o combate ao terrorismo e a guerra no Iraque.
O Presidente George W. Bush, que nos últimos dias fez uma série de discursos defendendo a sua política no Iraque como parte da "guerra contra o terrorismo", vai visitar os três locais associados com os ataques daquele dia.
No domingo, Bush estará em Nova Iorque para depor uma coroa de flores no local onde se situavam as duas torres do World Trade Center, e na segunda-feira, dia 11, desloca-se à Pensilvânia, ao local onde se despenhou um avião desviado que viajava para Washington, e ao Pentágono, onde um quarto avião destruiu parte do edifício.
Os atentados de 11 de Setembro de 2001 causaram 2.973 mortos, a maior parte deles (2.749) em Nova Iorque.
No local das Torres Gémeas familiares das vítimas vão ler os nomes de todos aqueles que morreram nos ataques.
"Este aniversário será uma oportunidade para oração e lembrar os que morreram, mas é também uma ocasião para nos lembrarmos do espírito inquebrável que nos permitiu viver o pior dia da história da nossa cidade e que animou a nossa notável recuperação nos cinco anos que se seguiram", disse o presidente da Câmara de Nova Iorque, Michael Bloomberg.
O então presidente da câmara, Rudi Giuliani, que foi considerado na altura um herói nacional pelo modo como fez face à crise deverá participar nas comemorações deste ano.
As cerimónias vão ser marcadas por quatro períodos de silêncio para assinalar as horas exactas em que os dois aviões chocaram com as duas torres e as horas em que os edifícios ruíram.
Em Nova Iorque estão também programadas mostras fotográficas e vários concertos de música clássica.
Os trabalhadores de um hotel situado no World Trade Center que conseguiram escapar antes de os edifícios ruírem planeiam reunir-se domingo, o que acontece pela primeira vez desde os atentados, para prestar homenagem aos seus colegas que morreram no ataque.
No edifício do Pentágono, as autoridades militares realizam uma cerimónia privada para os familiares das vítimas e um serviço religioso também fechado ao público. Ambas as cerimónias serão, no entanto, alvo de cobertura pelas estações de televisão que planeiam dar grande relevo às cerimónias durante todo o dia.
Na zona rural de Shanksville, no estado da Pensilvânia, familiares e entidades oficiais vão também prestar homenagem aos 40 passageiros do voo United 93 que atacaram os piratas do ar impedindo- os de pilotarem o avião para Washington para atacarem um alvo desconhecido, que se pensa ser a Casa Branca ou o edifício do Congresso.
As autoridades estaduais disseram que a zona onde o avião se despenhou e onde vai ser erguido no futuro um monumento, tornou-se num local de peregrinação para visitantes de todo o mundo que ali deixam mensagens, as quais irão ser fazer parte do monumento.
Segundo Joanne Hanley, responsável pelo projecto, só no mês de Junho cerca de 20.000 pessoas visitaram o local, incluindo turistas de 24 países diferentes.
Trata-se de um fenómeno que se estende também a Nova Iorque onde o local do World Trade Center - hoje apenas um buraco totalmente limpo - é uma das zonas da cidade mais visitada pelos turistas. Aliás, empresas turísticas anunciam visitas ao local como parte dos seus itinerários turísticos de Nova Iorque.