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Norte da Europa prepara planos comuns de retirada de civis em caso de conflito

Norte da Europa prepara planos comuns de retirada de civis em caso de conflito

Dez nações do Norte da Europa concordaram em preparar-se para possíveis evacuações transfronteiriças de civis em caso de crise ou conflito militar na região

RTP /
Cidadãos eslovacos, retirados de Israel e da Jordânia embarcam numa aeronave militar C-27J Spartan da Força Aérea Eslovaca num voo organizado pelo governo. Foto: Ministério da Defesa da Eslováquia - Reuters

A Suécia referiu que a iniciativa procura responder ao que foi aprendido com a guerra na Ucrânia. Os 10 países irão elaborar planos conjuntos que abrangem transportes, controlo das fronteiras, corredores de viagem e outras questões.

A Alemanha e a Polónia, juntamente com outros membros da NATO, como a Estónia, a Letónia, a Lituânia, a Suécia, a Noruega, a Finlândia, a Islândia e a Dinamarca, intensificaram nos últimos anos os seus planos para um possível futuro conflito armado com a Rússia.

"A experiência da Ucrânia demonstrou que as deslocações temporárias da população permitem a defesa contínua do país, protegendo simultaneamente os civis", afirmou o Ministério da Defesa sueco num comunicado que anuncia o acordo com o norte da Europa.

Milhões de pessoas fugiram da Ucrânia nos quatro anos desde a invasão russa em grande escala, em Fevereiro de 2022, a maioria procurando refúgio noutros países europeus enquanto o conflito interno persiste.

No seu comunicado, a Suécia sublinhou que, para além dos corredores de transporte e de viagem, o planeamento das evacuações transfronteiriças incluirá o acolhimento e o registo de pessoas e a protecção de grupos vulneráveis.

"O objetivo do acordo é melhorar a proteção da população civil em caso de grandes crises ou, na pior das hipóteses, de guerra", afirmou. 

O Kremlin tem afirmado repetidamente que a Rússia não deseja invadir países da NATO. 

A Estónia, a Letónia e a Lituânia assinaram um acordo semelhante no ano passado, elaborando planos de contingência para lidar com a possibilidade de centenas de milhares de pessoas fugirem de um aumento da presença militar russa ou de um ataque.

A Finlândia, que partilha uma fronteira de 1.340 quilómetros com a Rússia, assinou um acordo semelhante com a Suécia em 2024.
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