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Guerra na Ucrânia
Norte da Europa prepara planos comuns de retirada de civis em caso de conflito
Dez nações do Norte da Europa concordaram em preparar-se para possíveis evacuações transfronteiriças de civis em caso de crise ou conflito militar na região
A Suécia referiu que a iniciativa procura responder ao que foi aprendido com a guerra na Ucrânia. Os 10 países irão elaborar planos conjuntos que abrangem transportes, controlo das fronteiras, corredores de viagem e outras questões.
A Alemanha e a Polónia, juntamente com outros membros da NATO, como a Estónia, a Letónia, a Lituânia, a Suécia, a Noruega, a Finlândia, a Islândia e a Dinamarca, intensificaram nos últimos anos os seus planos para um possível futuro conflito armado com a Rússia.
"A experiência da Ucrânia demonstrou que as deslocações temporárias da população permitem a defesa contínua do país, protegendo simultaneamente os civis", afirmou o Ministério da Defesa sueco num comunicado que anuncia o acordo com o norte da Europa.
Milhões de pessoas fugiram da Ucrânia nos quatro anos desde a invasão russa em grande escala, em Fevereiro de 2022, a maioria procurando refúgio noutros países europeus enquanto o conflito interno persiste.
No seu comunicado, a Suécia sublinhou que, para além dos corredores de transporte e de viagem, o planeamento das evacuações transfronteiriças incluirá o acolhimento e o registo de pessoas e a protecção de grupos vulneráveis.
"O objetivo do acordo é melhorar a proteção da população civil em caso de grandes crises ou, na pior das hipóteses, de guerra", afirmou.
O Kremlin tem afirmado repetidamente que a Rússia não deseja invadir países da NATO.
A Estónia, a Letónia e a Lituânia assinaram um acordo semelhante no ano passado, elaborando planos de contingência para lidar com a possibilidade de centenas de milhares de pessoas fugirem de um aumento da presença militar russa ou de um ataque.
A Finlândia, que partilha uma fronteira de 1.340 quilómetros com a Rússia, assinou um acordo semelhante com a Suécia em 2024.