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Nova explosão no sul do Líbano deixa três `capacetes azuis` feridos

Nova explosão no sul do Líbano deixa três `capacetes azuis` feridos

Uma explosão no sul do Líbano causou ferimentos em três soldados indonésios que fazem parte da missão de manutenção de paz da ONU, anunciou hoje a organização.

Lusa /

Num comunicado, a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL) disse que a explosão, de origem ainda por determinar, ocorreu na sexta-feira, no interior de uma instalação da ONU perto de El Adeisse.

Os três `capacetes azuis` foram levados de urgência para o hospital, sendo que dois estão em estado grave.

O Centro de Informação das Nações Unidas na capital indonésia, Jacarta, confirmou que todos eram indonésios.

O incidente de sexta-feira ocorreu poucos dias depois da morte de três soldados de manutenção da paz indonésios, a 29 e 30 de março, no sul do Líbano, onde Israel e o Hezbollah combatem desde o início da guerra no Médio Oriente.

Dois capacetes azuis indonésios morreram em 30 de março numa explosão, que poderá ter sido causada por uma mina, horas depois de outro militar indonésio ter sido morto, vítima de um possível disparo de um tanque israelita, disse uma fonte de segurança da ONU.

Mas, na terça-feira, o exército de Israel garantiu que o incidente de 30 de março "não foi causado por atividades" dos militares israelitas.

As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) conseguiram, após uma "análise operacional minuciosa", determinar que as suas tropas "não plantaram quaisquer engenhos explosivos na área" e que "nenhum militar das IDF estava presente" na zona.

As IDF sublinharam que as ações no Líbano são contra a milícia xiita pró-Irão Hezbollah e não contra a missão da ONU, as Forças Armadas do país ou a população libanesa.

O exército israelita instou a FINUL a abandonar "zonas de combate onde as Forças de Defesa de Israel emitiram ordens de evacuação para a população civil para sua própria segurança".

A FINUL, que opera numa região no sul do país, junto à fronteira com Israel e supostamente vedada tanto aos militares israelitas como aos combatentes do Hezbollah, termina o mandato este ano, após quase 50 anos no terreno.

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