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Nova Iorque declara estado de emergência devido a surto de poliomielite
A governadora de Nova Iorque declarou estado de emergência na sexta-feira devido à poliomielite, à medida que o surto continua a aumentar. Depois de ter sido confirmado o primeiro caso no país em quase uma década, as autoridades de Nova Iorque dizem ter identificado o vírus da poliomielite em 56 amostras de águas residuais.
Em julho, foi identificado um caso de poliomielite no Estado de Nova Iorque, num residente não vacinado do condado de Rockland. De acordo com as autoridades, o vírus terá sido transmitido através de uma pessoa que recebeu a vacina oral contra a poliomielite, que foi declarada eliminada nos EUA em 1979.
Apesar de este ter sido o único caso confirmado até ao momento, é o primeiro identificado nos Estados Unidos em quase uma década.
Desde a confirmação desta infeção, as autoridades de saúde começaram a rastrear a presença do vírus nos esgotos e em agosto, as autoridades de Nova Iorque anunciaram que identificaram o poliovírus nas águas residuais da cidade.
Na sexta-feira, as autoridades estaduais de saúde anunciaram que identificaram o vírus da poliomielite em 56 amostras nos condados de Orange, Rockland e Sullivan entre maio e agosto deste ano. A maioria das amostras foi recolhida no condado de Rockland e 50 estavam geneticamente ligadas ao caso do residente desse mesmo condado.
Tendo em conta a expansão e disseminação do vírus e a baixa taxa de vacinação em Nova Iorque, a governadora Kathy Hochul declarou o estado de emergência para conter a propagação do vírus.
“Declaro (…) que ocorreu um desastre no Estado de Nova Iorque, ao qual os governos locais afetados não podem responder adequadamente, e declaro uma emergência estadual de desastre para todo o Estado de Nova Iorque até 9 de outubro de 2022”, lê-se na declaração publicada no site oficial do Estado de Nova Iorque.
Reforço da vacinação
A declaração permite que trabalhadores de serviços de emergência, parteiras e farmacêuticos administrem a vacina contra a poliomielite e que os médicos emitam receitas para a vacina. O objetivo é aumentar as taxas de vacinação da atual média estadual de cerca de 79 por cento para mais de 90 por cento.
Certos municípios onde foram detetadas amostras de poliomielite têm taxas de vacinação menores que a do Estado de Nova Iorque. A taxa de vacinação contra a doença em crianças menores de dois anos é de cerca de 60 por cento no condado de Rockland. No condado de Orange, é de cerca de 59 por cento e em Sullivan é de 62 por cento.
Tal como explica Kathy Hochul, “as taxas de vacinação de rotina contra a poliomielite em todas as idades diminuíram durante a pandemia da Covid-19 e a relutância face à vacina aumentou”.
A vacina oral é segura, mas contém pequenas quantidades de vírus vivos enfraquecidos, o que poderá fazer com que algumas pessoas com doenças imunodeficientes vacinadas contra a poliomielite possam, possivelmente, disseminar o vírus vivo e causar surtos em locais onde a cobertura vacinal é baixa.
Apesar de não haver cura para a poliomielite, a doença pode ser prevenida através da vacinação. O vírus pode causar sintomas leves semelhantes aos da gripe, ou a problemas digestivos, pelo que pode ser detetada nos esgotos. No entanto, nos casos mais graves, a doença pode levar a paralisia e morte. Apesar de afetar maioritariamente crianças, qualquer pessoa não vacinada pode contrair a doença.
“Em relação à poliomielite, não podemos simplesmente jogar à sorte”, disse a comissária de saúde, Mary Bassett, em comunicado. “Se você ou o seu filho não estão vacinados ou não têm as vacinas em dia, o risco de serem infetados com poliomielite é real”.
A comissária de saúde alertou ainda que, "para cada caso de poliomielite paralítica observado, pode haver centenas de outras pessoas infetadas".
A poliomielite é uma doença altamente infecciosa, transmitida principalmente pela via fecal-oral. Uma vez que a maioria dos casos são assintomáticos, a governadora de Nova Iorque teme que o número real de infetados seja muito superior.
Apesar de este ter sido o único caso confirmado até ao momento, é o primeiro identificado nos Estados Unidos em quase uma década.
Desde a confirmação desta infeção, as autoridades de saúde começaram a rastrear a presença do vírus nos esgotos e em agosto, as autoridades de Nova Iorque anunciaram que identificaram o poliovírus nas águas residuais da cidade.
Na sexta-feira, as autoridades estaduais de saúde anunciaram que identificaram o vírus da poliomielite em 56 amostras nos condados de Orange, Rockland e Sullivan entre maio e agosto deste ano. A maioria das amostras foi recolhida no condado de Rockland e 50 estavam geneticamente ligadas ao caso do residente desse mesmo condado.
Tendo em conta a expansão e disseminação do vírus e a baixa taxa de vacinação em Nova Iorque, a governadora Kathy Hochul declarou o estado de emergência para conter a propagação do vírus.
“Declaro (…) que ocorreu um desastre no Estado de Nova Iorque, ao qual os governos locais afetados não podem responder adequadamente, e declaro uma emergência estadual de desastre para todo o Estado de Nova Iorque até 9 de outubro de 2022”, lê-se na declaração publicada no site oficial do Estado de Nova Iorque.
Reforço da vacinação
A declaração permite que trabalhadores de serviços de emergência, parteiras e farmacêuticos administrem a vacina contra a poliomielite e que os médicos emitam receitas para a vacina. O objetivo é aumentar as taxas de vacinação da atual média estadual de cerca de 79 por cento para mais de 90 por cento.
Certos municípios onde foram detetadas amostras de poliomielite têm taxas de vacinação menores que a do Estado de Nova Iorque. A taxa de vacinação contra a doença em crianças menores de dois anos é de cerca de 60 por cento no condado de Rockland. No condado de Orange, é de cerca de 59 por cento e em Sullivan é de 62 por cento.
Tal como explica Kathy Hochul, “as taxas de vacinação de rotina contra a poliomielite em todas as idades diminuíram durante a pandemia da Covid-19 e a relutância face à vacina aumentou”.
A vacina oral é segura, mas contém pequenas quantidades de vírus vivos enfraquecidos, o que poderá fazer com que algumas pessoas com doenças imunodeficientes vacinadas contra a poliomielite possam, possivelmente, disseminar o vírus vivo e causar surtos em locais onde a cobertura vacinal é baixa.
Apesar de não haver cura para a poliomielite, a doença pode ser prevenida através da vacinação. O vírus pode causar sintomas leves semelhantes aos da gripe, ou a problemas digestivos, pelo que pode ser detetada nos esgotos. No entanto, nos casos mais graves, a doença pode levar a paralisia e morte. Apesar de afetar maioritariamente crianças, qualquer pessoa não vacinada pode contrair a doença.
“Em relação à poliomielite, não podemos simplesmente jogar à sorte”, disse a comissária de saúde, Mary Bassett, em comunicado. “Se você ou o seu filho não estão vacinados ou não têm as vacinas em dia, o risco de serem infetados com poliomielite é real”.
A comissária de saúde alertou ainda que, "para cada caso de poliomielite paralítica observado, pode haver centenas de outras pessoas infetadas".
A poliomielite é uma doença altamente infecciosa, transmitida principalmente pela via fecal-oral. Uma vez que a maioria dos casos são assintomáticos, a governadora de Nova Iorque teme que o número real de infetados seja muito superior.