Nova Iorque vai ter primeira escola pública de língua e cultura árabes
No próximo ano lectivo, a iniciar em Setembro, a cidade de Nova Iorque vai ter a primeira escola pública dedicada à língua e cultura árabes.
A abrir em Brooklyn, numa das 40 escolas desactivadas este ano pelo fraco aproveitamento dos alunos (ainda não se sabe exactamente qual delas), a nova escola terá o nome de Academia Internacional Khalil Gibran, em homenagem ao poeta e filósofo libanês do mesmo nome.
Leccionará do 6º ao 12º anos para entre 500 e 600 alunos, e será em parte financiada pela Fundação Bill e Melinda Gates.
Debbie Almontaser, imigrante iemnita que será a directora da nova escola, espera que a academia seja frequentada quer por alunos de ascendência árabe, quer por outros que não tenham esse conhecimento da língua e cultura.
Afirma querer "atrair um conjunto de estudantes tão diverso quanto possível, porque queremos dar-lhes a oportunidade de expandirem os seus horizontes e tornarem-se cidadãos globais".
A directora acrescenta saber de "estudantes que estão interessados em carreiras internacionais, em assuntos internacionais, que querem vir para esta escola".
"Sei também de estudantes árabe-americanos que gostariam de ter oportunidade de aprenderem árabe, de o poderem ler e escrever, e compreenderem melhor de onde vieram os seus antepassados", acrescenta ela.
A escola leccionará apenas o 6º ano, quando abrir dentro de sete meses, sendo acrescentado mais um ano todos os anos lectivos, até chegar ao 12º ano.
Está previsto que, dentro de três anos, a escola esteja a leccionar metade dos cursos em árabe e metade em inglês.
Para este projecto, o Departamento de Educação da cidade de Nova Iorque fez uma parceria com a organização sem fins lucrativos Novas Visões para as Escolas Públicas, responsável pela criação de dezenas de pequenas novas escolas, e com o Centro de Apoio à Família Árabe-Americana, que patrocina aulas de árabe.