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Nova lei anti-migrantes respeita critérios da ONU, garante Hungria
Budapeste defendeu esta quarta-feira a sua nova legislação sobre imigração, que permite a detenção e prisão de qualquer pessoa que viole a barreira que está a construir na fronteira com a Sérvia. Afirma que a nova lei está conforme à Convenção da ONU sobre os refugiados.
Em conferência de imprensa, o ministro da Justiça, Laszlo Trocsanyi, referiu que "o artigo 31 da Convenção da ONU estipula claramente que a passagem ilegal de uma fronteira é proibida se a pessoa chegar de um país onde a sua vida não está em perigo".
"Na Sérvia, tanto quanto sei, ninguém tem a vida ameaçada", sublinhou Trocsany.
O Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados expressou terça-feira a sua inquietação sobre a nova legislação húngara, que deve entrar em vigor a 15 de setembro, referindo que pode contrariar o artigo 51 da Convenção sobre os refugiados, que autoriza qualquer pessoa, mesmo clandestina, a passar a fronteira para pedir asilo.
A nova lei húngara prevê penas de prisão até três anos para os migrantes que passem a barreira de arame farpado de cerca de 175 quilómetros que começou a erguer em maio passado na fronteira com a Sérvia.

Permite igualmente a criação de centros de retenção na própria fronteira, onde os migrantes deverão obrigatoriamente apresentar-se e a partir de onde poderão ser diretamente repatriados se o seu caso for rejeitado.
RTP com AFP
"Na Sérvia, tanto quanto sei, ninguém tem a vida ameaçada", sublinhou Trocsany.
O Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados expressou terça-feira a sua inquietação sobre a nova legislação húngara, que deve entrar em vigor a 15 de setembro, referindo que pode contrariar o artigo 51 da Convenção sobre os refugiados, que autoriza qualquer pessoa, mesmo clandestina, a passar a fronteira para pedir asilo.
A nova lei húngara prevê penas de prisão até três anos para os migrantes que passem a barreira de arame farpado de cerca de 175 quilómetros que começou a erguer em maio passado na fronteira com a Sérvia.
Permite igualmente a criação de centros de retenção na própria fronteira, onde os migrantes deverão obrigatoriamente apresentar-se e a partir de onde poderão ser diretamente repatriados se o seu caso for rejeitado.
RTP com AFP