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Nova noite de tensão em França. Bombeiro morre em combate a incêndios em veículos
Um bombeiro de 24 anos morreu no combate a incêndios em veículo, revelou o ministério do Interior esta segunda-feira. O governo francês voltou a mobilizar no domingo 45 mil agentes policiais para lidar com os protestos. Os tumultos duram há quase uma semana. O presidente recebe hoje os presidentes do Senado e da Assembleia por causa violência nas ruas.
Segundo o ministro francês do Interior, o bombeiro morreu quando combatia um incêndio num veículo na noite de domingo.
“Um jovem do corpo de bombeiros de Paris morreu, apesar da resposta rápida da sua equipa”, escreveu Gérald Darmanin no Twitter, acrescentando que o incidente ocorreu num “parque de estacionamento subterrâneo”.
“Um jovem do corpo de bombeiros de Paris morreu, apesar da resposta rápida da sua equipa”, escreveu Gérald Darmanin no Twitter, acrescentando que o incidente ocorreu num “parque de estacionamento subterrâneo”.
Segundo o Ministério do Interior, na última noite foram detidas 157 pessoas. Três polícias ficaram feridos nos confrontos.Cette nuit, en luttant contre un feu de plusieurs véhicules dans un parking souterrain à Saint-Denis (93), un jeune Caporal-Chef de la Brigade de sapeurs-pompiers de Paris de 24 ans est décédé malgré la prise en charge très rapide par ses équipiers.
— Gérald DARMANIN (@GDarmanin) July 3, 2023
Toutes mes condoléances…
Sexta noite de confrontosA noite em França voltou a registar confrontos. Em Lyon, foi preciso usar gás lacrimogéneo para dispersar um grupo de extrema-direita com cerca de uma centena de pessoas.
Na terça-feira, Emmanuel Macron vai também reunir-se com todos os presidentes de câmara das cidades afetadas pelos confrontos.
Por outro lado, a primeira-ministra recebe os líderes dos grupos parlamentares.
Ontem, o Presidente francês esteve reunido já durante a noite com vários ministros para avaliar a situação e está prevista uma nova reunião governamental dentro de 48 horas.
A França vive quase uma semana de protestos violentos, motivados pela morte de Nahel, que foi baleado na passada terça-feira por um polícia durante uma operação de trânsito.
O Ministério Público disse que o jovem estava a conduzir na faixa dos autocarros, tendo sido mandado parar pelas autoridades, mas não obedeceu à ordem.
O governo francês voltou a mobilizar no domingo 45 mil agentes policiais para lidar com os protestos. Em cinco noites, cinco mil viaturas foram incendiadas e quase mil edifícios públicos foram vandalizados.
Jeanbrun denunciou a “tentativa de assassínio indescritível e cobarde” e foi já aberta uma investigação por tentativa de homicídio.
A primeira-ministra francesa, Elisabeth Borne, foi ao local este domingo “para expressar toda a solidariedade e todo o apoio do governo perante este ataque que é, evidentemente, intolerável”. Elisabeth Borne garantiu que o governo francês “será mobilizado até ao regresso da ordem republicana” e “não vai deixar passar nenhuma violência" impune.
Autarcas manifestam-se
As autarquias francesas manifestam-se esta segunda-feira contra o atentado que visou o presidente da câmara de L'Hay-les-Roses, considerado o incidente mais grave registado nas cinco noites de tumultos em França.
Na terça-feira, o chefe de Estado francês irá receber no Eliseu cerca de duas centenas de autarcas dos municípios afetados pelos tumultos dos últimos dias.