Mundo
Guerra no Médio Oriente
Nova onda de ataques. Irão acusa EUA de violar cessar-fogo
O cessar-fogo ainda está em vigor, mas os Estados Unidos confirmaram ter atacado sistemas de radar e de controlo de drones no sul do Irão, durante o fim de semana. Donald Trump admitiu não ter pressa em chegar a acordo com Teerão, que retaliou e acusou Washington de continuar a violar a trégua entre os dois países.
O Comando Central dos EUA (Centecom) afirmou ter lançado “ataques de defesa” em resposta a “ações agressivas do Irão”, como a interceção de um drone em águas internacionais. Esta foi a terceira onda de ataques norte-americanos em pouco mais de uma semana e teve como alvo a cidade de Goruk e a ilha de Qeshm, perto do estreito de Ormuz, numa altura em que as negociações entre Washington e Teerão para pôr fim à guerra se mantêm estagnadas.
"Os caças norte-americanas responderam rapidamente, eliminando as defesas aéreas iranianas, uma estação de controlo terrestre e dois drones de ataque unidirecionais que representavam uma clara ameaça para as embarcações que transitavam pelas águas regionais", acrescentou o comando, num comunicado divulgado nas redes sociais.
Nenhum militar norte-americano ficou ferido, segundo o Centcom, que asssegurou que "continuará a proteger os ativos e interesses dos EUA em resposta à agressão injustificada do Irão durante o atual cessar-fogo".
Irão retalia e ameaça com "resposta diferente"
A Guarda Revolucionária do Irão, por sua vez, acusou as forças norte-americanas de terem atingido uma torre de telecomunicações numa ilha de Sirik, na província de Hormozgan. Teerão confirmou ainda ter retaliado, atacando uma base norte-americana no sul do país. Sem especificar a localização, garantiu que “os alvos pretendidos foram destruídos”.
No mesmo comunicado, as forçar iranianas advertiram que “se o ataque se repetir, a resposta será completamente diferente” e que a “responsabilidade recairá sobre o regime agressivo dos EUA”.
O Ministério iraniano dos Negócios Estrangeiros acusou esta manhã os Estados Unidos de continuarem a violar o frágil cessar-fogo com o Irão.
"Os Estados Unidos também estão a violar o cessar-fogo, incluindo esta manhã", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Esmail Baghai, após denunciar uma violação israelita da trégua no Líbano.
"Não hesitaremos em tomar todas as medidas que considerarmos necessárias para defender a segurança nacional do Irão", acrescentou o porta-voz, durante uma conferência de imprensa.
"Os caças norte-americanas responderam rapidamente, eliminando as defesas aéreas iranianas, uma estação de controlo terrestre e dois drones de ataque unidirecionais que representavam uma clara ameaça para as embarcações que transitavam pelas águas regionais", acrescentou o comando, num comunicado divulgado nas redes sociais.
Nenhum militar norte-americano ficou ferido, segundo o Centcom, que asssegurou que "continuará a proteger os ativos e interesses dos EUA em resposta à agressão injustificada do Irão durante o atual cessar-fogo".
Irão retalia e ameaça com "resposta diferente"
A Guarda Revolucionária do Irão, por sua vez, acusou as forças norte-americanas de terem atingido uma torre de telecomunicações numa ilha de Sirik, na província de Hormozgan. Teerão confirmou ainda ter retaliado, atacando uma base norte-americana no sul do país. Sem especificar a localização, garantiu que “os alvos pretendidos foram destruídos”.
No mesmo comunicado, as forçar iranianas advertiram que “se o ataque se repetir, a resposta será completamente diferente” e que a “responsabilidade recairá sobre o regime agressivo dos EUA”.
O Ministério iraniano dos Negócios Estrangeiros acusou esta manhã os Estados Unidos de continuarem a violar o frágil cessar-fogo com o Irão.
"Os Estados Unidos também estão a violar o cessar-fogo, incluindo esta manhã", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Esmail Baghai, após denunciar uma violação israelita da trégua no Líbano.
"Não hesitaremos em tomar todas as medidas que considerarmos necessárias para defender a segurança nacional do Irão", acrescentou o porta-voz, durante uma conferência de imprensa.
Na mesma ocasião, o Irão reiterou que qualquer acordo com os Estados Unidos para pôr fim à guerra no Médio Oriente está condicionado a um cessar-fogo no Líbano, onde o exército israelita tem atacado posições controladas pelo Hezbollah, aliado de Teerão.
"Insistimos que um cessar-fogo no Líbano é condição essencial para qualquer acordo que vise o fim da guerra" com os Estados Unidos, afirmou o mesmo porta-voz.
O responsável disse igualmente que o programa nuclear iraniano não está atualmente na agenda das discussões em curso com os Estados Unidos, cujo objetivo é pôr fim à guerra no Médio Oriente.
"Não houve negociações sobre os detalhes da questão nuclear. Nesta fase, a nossa prioridade é acabar com a guerra", disse Esmail Baghai, depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter afirmado que o Irão se comprometeu a não desenvolver armas nucleares.
"Insistimos que um cessar-fogo no Líbano é condição essencial para qualquer acordo que vise o fim da guerra" com os Estados Unidos, afirmou o mesmo porta-voz.
O responsável disse igualmente que o programa nuclear iraniano não está atualmente na agenda das discussões em curso com os Estados Unidos, cujo objetivo é pôr fim à guerra no Médio Oriente.
"Não houve negociações sobre os detalhes da questão nuclear. Nesta fase, a nossa prioridade é acabar com a guerra", disse Esmail Baghai, depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter afirmado que o Irão se comprometeu a não desenvolver armas nucleares.
O Kuwait, que abriga uma base militar norte-americana, afirmou na rede social X que as defesas aéreas abriram fogo durante a madrugada desta segunda-feira para intercetar disparos de drones e mísseis. Segundo o Estado-Maior do Exército do Kuwait, os sistemas de defesa estão a intercetar "ataques inimigos", sem especificar qual a zona do país afetada.
As forças armadas disseram que "quaisquer sons de explosão que possam ser ouvidos são resultado da interceção" e exortaram a população a seguir "as instruções de segurança emitidas pelas autoridades competentes".
Donald Trump já reagiu à escalada das últimas horas, através das redes sociais, apelando aos críticos para que fiquem “tranquilos e relaxem” porque “tudo acaba bem”. Na mesma publicação, o presidente norte-americano voltou a mencionar que o Irão quer “realmente fechar um acordo, e será um bom acordo para os EUA”.
Estes novos ataques espelham a mais recente troca de acusações entre os dois lados, após as negociações não terem avançado durante o fim de semana, com a imprensa norte-americana a noticiar que Trump teria solicitado alterações nos termos do acordo de paz. O principal negociador do Irão afirmou no domingo que Teerão não aceitará nenhum acordo a menos que os direitos iranianos sejam plenamente garantidos.
Netanyahu ordenou bombardeamentos contra o Hezbollah em Beirute
O primeiro-ministro de Israel ordenou, esta segunda-feira, que o Exército israelita atacasse os subúrbios do sul de Beirute, alegando ser um reduto do Hezbollah e que o grupo xiita violou o cessar-fogo.
Um comunicado conjunto de Benjamin Netanyahu e do ministro da Defesa, Israel Katz, indicou que os bombardeamentos contra o Hezbollah nos subúrbios do sul da capital libanesa têm como finalidade fragilizar um bastião do grupo terrorista.
"Considerando as repetidas violações do cessar-fogo no Líbano pela organização terrorista Hezbollah e os ataques contra as nossas cidades e cidadãos, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ministro da Defesa Israel Katz ordenaram que as Forças de Defesa de Israel atacassem alvos terroristas" nos subúrbios do sul de Beirute, segundo o comunicado oficial.
Os confrontos entre Israel e o Hezbollah, grupo pró-Irão, são quase diários, apesar do cessar-fogo de 17 de abril, que nunca foi respeitado. O exército israelita ordenou também a evacuação de nove aldeias nas regiões de Sidon e Jezzine, no sul do país.
Enquanto o Líbano se prepara para novas negociações com Israel, na terça e quarta-feira em Washington, o presidente libanês, Josef Aoun, condenou as últimas operações israelitas, denunciando uma "agressão feroz e repreensível".
Durante várias semanas, os Estados Unidos pressionaram Israel para não atacar Beirute no âmbito das negociações em curso para um cessar-fogo, com o objectivo de travar os ataques do Hezbollah contra o norte de Israel.
A pedido da França, o Conselho de Segurança das Nações Unidas vai realizar esta segunda-feira à noite uma reunião de emergência, ao mesmo tempo que os Estados Unidos ainda mantêm as negociações com o Irão para pôr fim de "forma duradoura" à guerra no Médio Oriente.
O primeiro-ministro de Israel ordenou, esta segunda-feira, que o Exército israelita atacasse os subúrbios do sul de Beirute, alegando ser um reduto do Hezbollah e que o grupo xiita violou o cessar-fogo.
Um comunicado conjunto de Benjamin Netanyahu e do ministro da Defesa, Israel Katz, indicou que os bombardeamentos contra o Hezbollah nos subúrbios do sul da capital libanesa têm como finalidade fragilizar um bastião do grupo terrorista.
"Considerando as repetidas violações do cessar-fogo no Líbano pela organização terrorista Hezbollah e os ataques contra as nossas cidades e cidadãos, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ministro da Defesa Israel Katz ordenaram que as Forças de Defesa de Israel atacassem alvos terroristas" nos subúrbios do sul de Beirute, segundo o comunicado oficial.
Os confrontos entre Israel e o Hezbollah, grupo pró-Irão, são quase diários, apesar do cessar-fogo de 17 de abril, que nunca foi respeitado. O exército israelita ordenou também a evacuação de nove aldeias nas regiões de Sidon e Jezzine, no sul do país.
Enquanto o Líbano se prepara para novas negociações com Israel, na terça e quarta-feira em Washington, o presidente libanês, Josef Aoun, condenou as últimas operações israelitas, denunciando uma "agressão feroz e repreensível".
Durante várias semanas, os Estados Unidos pressionaram Israel para não atacar Beirute no âmbito das negociações em curso para um cessar-fogo, com o objectivo de travar os ataques do Hezbollah contra o norte de Israel.
A pedido da França, o Conselho de Segurança das Nações Unidas vai realizar esta segunda-feira à noite uma reunião de emergência, ao mesmo tempo que os Estados Unidos ainda mantêm as negociações com o Irão para pôr fim de "forma duradoura" à guerra no Médio Oriente.
C/agências