Nova plataforma digital vai reduzir burocracia nos serviços públicos em Moçambique

Nova plataforma digital vai reduzir burocracia nos serviços públicos em Moçambique

Um novo sistema digital integrado vai permitir reduzir deslocações dos cidadãos moçambicanos, e tempos de espera, garantindo maior previsibilidade no acesso a serviços públicos, foi hoje anunciado.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

"Para os cidadãos, esta abordagem destina-se a reduzir deslocações e tempos de espera desnecessários, oferecendo maior visibilidade e previsibilidade ao longo de todo o processo", refere um comunicado divulgado pela empresa indiana VFS Global, que desenvolveu a plataforma Centro Pronto, inaugurada esta semana.

A plataforma foi adaptada ao contexto moçambicano para complementar os centros de atendimento geridos pelo Governo, oferecendo um canal adicional e integrado de acesso a serviços públicos essenciais, através de uma máquina digital.

Segundo o comunicado, o sistema deverá também, numa fase posterior, estender os serviços aos cidadãos moçambicanos residentes no estrangeiro.

Na administração pública, deverá contribuir para processos mais simples e consistentes, serviços integrados e informação fiável para apoiar o planeamento, gestão e melhoria da prestação de serviços.

Desenvolvido pela VFS Global e pela Agência para a Transformação Digital e Inovação (ATDI), o centro é apresentado como um novo modelo de atendimento concebido para modernizar a prestação de serviços públicos e tornar os serviços governamentais mais simples, convenientes e próximos dos cidadãos.

"O Centro Pronto integra canais digitais, quiosques de autoatendimento e serviços presenciais assistidos, em ligação com os sistemas participantes do Governo de Moçambique", lê-se no documento.

Numa fase inicial, a plataforma deverá disponibilizar serviços relacionados com passaportes, bilhetes de identidade, cartas de condução e Documento de Identificação e Residência para Estrangeiros, sujeitos à implementação e validação pelas autoridades competentes.

Citado no comunicado, o diretor comercial e chefe de Desenvolvimento de Negócios da VFS Global, Jiten Vyas, afirmou que a plataforma representa um passo importante na expansão da colaboração com o país na área dos serviços ao cidadão.

O responsável considerou ainda que o modelo foi concebido para complementar os canais públicos existentes, reunindo tecnologia, atendimento assistido e processos integrados para tornar a experiência "mais simples e mais conveniente".

"Juntamente com a ATDI, queremos apoiar uma abordagem escalável que permita alargar, durante a implementação do programa, o acesso aos serviços aos cidadãos moçambicanos que vivem no estrangeiro e, posteriormente, permitir que o Centro Pronto estenda a sua presença a outras localidades de Moçambique", afirmou.

Através do portal `online` ou dos quiosques de autoatendimento, os utentes poderão consultar requisitos, verificar dados pessoais, preparar antecipadamente os pedidos, escolher data e hora de atendimento, efetuar pagamentos `online` e receber um código único para acompanhar o processo.

"No balcão de atendimento, o processo prosseguirá através de uma experiência de serviço integrada, com a recolha segura e eficiente de fotografias, dados biométricos e assinaturas digitais, conforme aplicável ao serviço solicitado", acrescenta o documento.

Segundo a empresa, o programa foi concebido para crescer progressivamente. Depois de Maputo, estão previstas expansões para as cidades da Beira e Nampula, além da futura extensão dos serviços à diáspora.

O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, defendeu que a digitalização dos serviços públicos deve eliminar a burocracia e a cultura de "refrescos" associada à corrupção.

"Não basta modernizar os equipamentos se os procedimentos continuarem lentos, complexos, burocráticos, distantes das necessidades das pessoas. Não queremos digitalizar a burocracia. Queremos acabar com a burocracia desnecessária", afirmou, sobre este projeto.

O chefe de Estado defendeu igualmente que o Centro Pronto deve tornar-se acessível a todo o país, incluindo as zonas rurais.

 

 

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