Mundo
Nova Zelândia. Nomeada primeira ministra dos Negócios Estrangeiros indígena
A Nova Zelândia nomeou, pela primeira vez, uma mulher indígena para o Ministério dos Negócios Estrangeiros, esta segunda-feira, num dos parlamentos que se está a tornar um dos mais diversificados. A primeira-ministra do país anunciou a formação do novo Governo, no qual o Partido Verde vai ocupar dois ministérios, centrado na recuperação económica do país, na sequência da pandemia da covid-19.
Nanaia Mahuta, que é maori - indígena da Nova Zelândia - tornou-se esta segunda-feira na primeira mulher a liderar a diplomacia do país e a primeira mulher indígena a ser ministra na Nova Zelândia.
Ardern disse ainda que, enquanto primeira-ministra, trabalha em estreita colaboração com o ministro dos Negócios Estrangeiros e que, até agora, teve sempre uma "excelente relação de trabalho" com Mahuta.
As estreias não são novidade para Mahuta. Há quatro anos esta mulher indígena neozelandesa também já se tinha tornado na primeira mulher no parlamento do país a usar um moko kauae - uma tatuagem tradicional no queixo.
Mahuta foi uma escolha inesperada para o cargo, assumido até agora pelo líder do NZ First e também maori, Winston Peters, que perdeu as recentes eleições. Jacinda Ardern, a primeira-ministra neozelandesa, afirmou à CNN que Mahuta seria a primeira mulher a assumir o Ministério dos Negócios Estangeiros e que tinha já demonstrado a capacidade de construir relacionamentos.
"Ela é alguém que constrói relacionamentos fantásticos muito, muito rapidamente, e esse é uma das principais funções de um ministro dos Negócios Estrangeiros", disse Ardern. "Basta ver o trabalho difícil que ela teve que realizar sobre, por exemplo, a pasta de governo local e que para mim demonstra as habilidades diplomáticas que precisamos para representar a Nova Zelândia no cenário mundial".
"Ela é alguém que constrói relacionamentos fantásticos muito, muito rapidamente, e esse é uma das principais funções de um ministro dos Negócios Estrangeiros", disse Ardern. "Basta ver o trabalho difícil que ela teve que realizar sobre, por exemplo, a pasta de governo local e que para mim demonstra as habilidades diplomáticas que precisamos para representar a Nova Zelândia no cenário mundial".
Ardern disse ainda que, enquanto primeira-ministra, trabalha em estreita colaboração com o ministro dos Negócios Estrangeiros e que, até agora, teve sempre uma "excelente relação de trabalho" com Mahuta.
"Tenho o privilégio de poder conduzir as conversações no espaço exterior", disse Mahuta quando foi noemada, de acordo com a emissora nacional Radio New Zealand.
Nanaia Mahuta foi eleita para o parlamento pela primeira vez em 1996, e já ocupou vários cargos desde então, incluindo o governo local e o desenvolvimento Maori.
"O que sabemos mais do que nunca no contexto da Covid-19 é que, como um país pequeno, precisamos de desenvolver as nossas relações e permanecer comprometidos com um sistema de comércio baseado em regras multilaterais que funcione para a Nova Zelândia. E, em um contexto de recuperação, precisamos de garantir que todos os benefícios sejam aprofundados para muito mais pessoas na nossa sociedade, e que uma agenda comercial progressiva consiga isso".
A eleita ministra dos Negócios Estrangeiros disse que ainda precisa de "colocar os pés debaixo da mesa" e ler o primeiro documento informativo, após o qual formará opiniões sobre uma das maiores questões de política externa: o relacionamento com a China.
"Estou a herdar o portfólio de um antecessor que tinha opiniões e, muitas vezes, as minhas opiniões vão se formar assim que eu ler o [briefing inicial] e receber alguns conselhos", disse ainda a nova ministra indígena.
A eleita ministra dos Negócios Estrangeiros disse que ainda precisa de "colocar os pés debaixo da mesa" e ler o primeiro documento informativo, após o qual formará opiniões sobre uma das maiores questões de política externa: o relacionamento com a China.
"Estou a herdar o portfólio de um antecessor que tinha opiniões e, muitas vezes, as minhas opiniões vão se formar assim que eu ler o [briefing inicial] e receber alguns conselhos", disse ainda a nova ministra indígena.
"Mas o que posso dizer é que a Nova Zelândia é um país pequeno, valorizamos os muitos relacionamentos que temos em todo o mundo e continuaremos a trabalhar para o benefício do nosso país, dos nossos cidadãos e, certamente, de um ponto de visto do comércio, queremos ter um impacto real e desenvolver valor e oportunidade para os nossos negócios".
Nanaia Mahuta disse ainda que Peters deixou uma "enorme contribuição" não apenas para o Ministério, mas também para o Parlamento na sua longa carreira.
Nanaia Mahuta disse ainda que Peters deixou uma "enorme contribuição" não apenas para o Ministério, mas também para o Parlamento na sua longa carreira.
Nova Zelândia anuncia Governo centrado na recuperação económica
A primeira-ministra da Nova Zelândia anunciou, esta segunda-feira, a formação do novo Governo centrado na recuperação económica do país, na sequência da pandemia da covid-19. Jacinda Ardern, que liderou o Partido Trabalhista até conseguir a maioria absoluta nas eleições de 17 de outubro, disse que entre as prioridades destaca-se a resposta sanitária contínua à Covid-19.
"Os próximos três anos trazem desafios muito grandes para a Nova Zelândia. O panorama global está a piorar e não seremos imunes ao contínuo impacto da Covid-19 em todo o mundo", disse, em conferência de imprensa, a primeira-ministra.
Apesar de os trabalhistas terem conquistado 64 dos 120 lugares no Parlamento neozelandês, Ardern estendeu a mão aos verdes, com dez deputados e aliados tradicionais, para uma aliança no Governo.
Segundo anunciou Jacinda Ardern, o vice-primeiro-ministro vai ser o trabalhista Grant Robertson, que também ocupará o cargo de ministro das Finanças e Infraestruturas e será a chave para a recuperação económica.
O Governo de Ardern vai destinar cerca de 42 mil milhões de dólares neozelandeses (cerca de 24 mil milhões de euros) ao setor das infraestruturas no âmbito da estratégica para sair da recessão em que se encontra devido ao impacto da covid-19. A primeira-ministra neozelandesa, aplaudida internacionalmente pela gestão rápida e com medidas drásticas de resposta à pandemia no país, mantém as fronteiras internacionais fechadas desde março e confinou o país com apenas 50 casos confirmados da doença.
Além disso, foi criado o Ministério de Resposta à Covid-19, encarregado de gerir aspetos como o controlo das fronteiras, rastreios e testes de deteção do vírus para prevenir potenciais surtos. À frente do novo ministério vai estar Chris Hipkins, antigo responsável pela pasta da Saúde.
A primeira-ministra da Nova Zelândia anunciou, esta segunda-feira, a formação do novo Governo centrado na recuperação económica do país, na sequência da pandemia da covid-19. Jacinda Ardern, que liderou o Partido Trabalhista até conseguir a maioria absoluta nas eleições de 17 de outubro, disse que entre as prioridades destaca-se a resposta sanitária contínua à Covid-19.
"Os próximos três anos trazem desafios muito grandes para a Nova Zelândia. O panorama global está a piorar e não seremos imunes ao contínuo impacto da Covid-19 em todo o mundo", disse, em conferência de imprensa, a primeira-ministra.
Apesar de os trabalhistas terem conquistado 64 dos 120 lugares no Parlamento neozelandês, Ardern estendeu a mão aos verdes, com dez deputados e aliados tradicionais, para uma aliança no Governo.
Segundo anunciou Jacinda Ardern, o vice-primeiro-ministro vai ser o trabalhista Grant Robertson, que também ocupará o cargo de ministro das Finanças e Infraestruturas e será a chave para a recuperação económica.
O Governo de Ardern vai destinar cerca de 42 mil milhões de dólares neozelandeses (cerca de 24 mil milhões de euros) ao setor das infraestruturas no âmbito da estratégica para sair da recessão em que se encontra devido ao impacto da covid-19. A primeira-ministra neozelandesa, aplaudida internacionalmente pela gestão rápida e com medidas drásticas de resposta à pandemia no país, mantém as fronteiras internacionais fechadas desde março e confinou o país com apenas 50 casos confirmados da doença.
Além disso, foi criado o Ministério de Resposta à Covid-19, encarregado de gerir aspetos como o controlo das fronteiras, rastreios e testes de deteção do vírus para prevenir potenciais surtos. À frente do novo ministério vai estar Chris Hipkins, antigo responsável pela pasta da Saúde.