Nova Zelândia poderá extraditar quatro responsáveis do portal MegaUpload para os EUA
Sidney, Austrália, 20 jan (Lusa) - A Justiça neozelandesa iniciou hoje o processo para decidir se extradita para os Estados Unidos o fundador e três diretores da página de downloads MegaUpload, encerrada na quinta-feira por violação da lei dos direitos de autor.
Os acusados são os alemães Kim Schmitz, fundador do portal de downloads, e dois empregados da mesma nacionalidade, Finn Batato e Mathias Ortmann, assim como o holandês Bram van der Kolk, a quem um tribunal de Auckland negou a liberdade condicional depois de terem sido detidos, indicaram fontes judiciais citadas pela Rádio Nova Zelândia.
"Todos os detidos foram acusados nos Estados Unidos. Continuaremos a trabalhar com as autoridades americanas para as assistir nos trâmites da extradição", disse em conferência de imprensa o detetiva Grant Wormald, da Agência Contra os Delitos Financeiros e a Deliquência Organizada.
As autoridades americanas acusam a MegaUpload de fazer parte de uma "organização criminosa responsável por uma enorme rede de pirataria informática mundial que causou perdas de mais de 500 milhões de dólares por violação dos direitos de autor.
Por esse motivo, os Estados Unidos solicitaram à Nova Zelândia a detenção dos quatro indivíduos.
As autoridades americanas consideram que, por intermédio do portal MegaUpload, que conta com cerca de 150 milhões de utilizadores registados e de outras páginas associadas, terão sido transacionados cerca de 175 milhões de dólares.
Além destas quatro detenções na Nova Zelândia, foram realizadas buscas nos Estados Unidos e outros nove países, incluindo a Holanda e Canadá.
Em resposta ao encerramento da MegaUpload, o grupo de piratas informáticos "Anonymous" bloqueou temporalmente a página de internet do Departamento de Justiça, da produtora Universal Music e da Associação de Cinema dos Estados Unidos, entre outras".