Novo ataque russo contra região de Kiev faz mais de uma dezena de mortos
Um ataque russo contra um depósito ferroviário em Kiev vitimou pelo menos oito pessoas, durante a madrugada, e outras quatro nos arredores da capital ucraniana.
O ataque desta noite na região de Kiev voltou a ser de grande escala. Morreram 12 pessoas, a maioria são trabalhadores da ferroviária pública ucraniana, Ukrzaliznytsia, segundo anunciado pela própria empresa. O ataque russo desta madrugada teve as infraestruturas ferroviárias entre os principais alvos.
Outras três pessoas morreram em ataques a infraestruturas industriais e a um posto de abastecimento na localidade de Borispil, perto de Kiev.
"O ataque com mísseis balísticos causou a morte a sete pessoas, seis das quais eram nossos funcionários. Um colega está hospitalizado, ferido", começou por escrever de madrugada o chefe das Ferrovias Ucranianas, Oleksandr Pertsovskyi, no Facebook, relatando também "danos significativos".
Vários edifícios residenciais sofreram danos devido à queda de drones ou mísseis russos na região.
A guerra de desgaste da Rússia contra a Ucrânia já dura há vários dias, com a entrada de novos drones no conflito - os drones com propulsão a jato.
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andri Sibiga, escreveu na rede social X que o novo ataque contra Kiev demonstra que, ao contrário do Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, que propõs um cessar-fogo e solicitou uma reunião entre os presidentes para discutir o fim da guerra, o líder do Kremlin, Vladimir Putin, não está interessado na paz.
Sibiga apelou para que se intensifique a pressão sobre a Rússia com a aprovação, pelo parlamento dos EUA, de uma lei promovida, entre outros, pelo falecido senador republicano próximo do líder norte-americano Donald Trump, Lindsey Graham, que conferiria poderes adicionais ao Presidente para impor sanções secundárias sob a forma de direitos aduaneiros a quem continuar a financiar o esforço de guerra russo através da compra de petróleo.
O chefe da diplomacia ucraniana apelou também a novas sanções internacionais que afetem a capacidade da Rússia de continuar a produzir mísseis balísticos e instou os parceiros a destinarem os ativos russos congelados, sobretudo na União Europeia, à ajuda à Ucrânia.
O Ministério russo da Defesa confirmou, entretanto, "um ataque maciço durante a noite com armas de longo alcance e alta precisão e veículos aéreos não tripulados". Os alvos foram instalações da indústria militar ucraniana, o setor energético e estruturas ligadas à produção de misseis e drones.
A Rússia atingiu ainda infraestruturas portuárias na região de Odessa.
As forças russas têm atacado Kiev de forma praticamente ininterrupta desde quinta-feira, sobretudo com drones, numa campanha de bombardeamentos dirigida principalmente contra armazéns de supermercados e outras empresas dedicadas ao comércio a retalho.
C/agências