Mais de 50 mortos em atentado no Paquistão

Pelo menos 52 pessoas morreram e mais de uma centena ficaram feridas esta sexta-feira num ataque suicida perto de uma mesquita em Mastung, no Paquistão, enquanto decorria uma cerimónia a assinalar o nascimento do profeta Maomé.

Inês Moreira Santos - RTP /
O ministro do Interior, Sarfraz Bugti, classificou o ataque como um “ato muito hediondo” Reuters

As autoridades locais indicaram, inicialmente, cerca de 30 mortos. Mas os balanços mais recentes, divulgados pela Reuters, apontam para pelo menos 52 vítimas mortais e mais de 130 feridos. Foi declarado, entretanto, o estado de emergência na província do Baluchistão.

Até agora nenhuma organização reivindicou o ataque, que aconteceu numa altura em que se tem registado um aumento de atentados orquestrados por grupos militantes no oeste do país, antes das eleições nacionais de janeiro de 2024.

“O homem fez-se explodir perto do veículo do vice-intendente da polícia”, afirmou à Reuters o inspestor-geral da polícia local, Munir Ahmed, acrescentando que a explosão ocorreu no momento em que vários grupos de crentes se juntavam na mesquita para uma procissão.

Em declarações à agência espanhola Efe, Mohammad Javed Lehri, da polícia de Mastung, confirmou que “entre os mortos encontra-se uma alta patente da polícia que estava de serviço e que acompanhava a proteção de uma procissão religiosa".
"Ato muito hediondo"

O primeiro-ministro interino do Paquistão, Anwar-ul-Haq Kakar, condenou veementemente o atentado.

“O primeiro-ministro expressou as suas condolências às famílias daqueles que morreram na explosão”, lê-se num comunicado do seu gabinete.

Também o ministro do Interior, Sarfraz Bugti, já reagiu e classificou o ataque como um “ato muito hediondo”.

O Paquistão tem sido palco de vários ataques de grupos islâmicos desde o ano passado, após terminar o cessar-fogo entre o Governo e o Tehreek-e-Taliban Pakistan (TTP), uma organização que reúne vários grupos islâmicos sunitas.

Já em julho deste ano, mais de 40 pessoas morreram num atentado suicida na província de Khyber Pakhtunkhwa, no noroeste do país, durante uma reunião de um partido político religioso.
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