Novo presidente sul-coreano adverte para quadro regional "muito grave"

Yoon Suk-yeol tomou esta terça-feira posse como presidente da Coreia do Sul. O político conservador assume o cargo com o aviso para o que considera ser um contexto de segurança "muito grave" na Península Coreana. Alerta deixado durante uma reunião por videoconferência com a mais alta patente das Forças Armadas de Seul.

RTP /
Yoon Suk-yeol mostra-se preocupado com a segurança na Península Coreana Jeon Heon-Kyun - EPA

Suk-yeol, líder do Partido do Poder Popular e antigo procurador-geral, deu início ao seu mandato único de cinco anos a auscultar o chefe do Estado-Maior Conjunto sul-coreano, Won In-choul - uma reunião dedicada às crónicas tensões com o regime da Coreia do Norte. Won In-choul reportou ao novo presidente que Pyonyang está preparada para levar a cabo mais um ensaio. Faltará apenas a ordem do líder do regime de matriz estalinista, Kim Jong-un.

Yoon Suk-yeol deu entretanto ordens ao comando das Forças Armadas para que estas permaneçam em estado de prontidão.

A reunião entre o novo presidente e o chefe do Estado-Maior realizou-se no novo gabinete executivo da presidência sul-coreana, localizado no complexo do Ministério da Defesa, em Seul.

A cerimónia de investidura do novo presidente envolveu 40 mil convidados e terá custado 3,3 mil milhões de won, o equivalente a 2,5 milhões de euros
. "A República da Coreia, uma vez mais! Um novo país para o povo" foi o mote escolhido para a tomada de posse."Plano ousado"
No discurso da tomada de posse, o novo presidente acenou com "um plano ousado" para ajudar a Coreia do Norte a desenvolver a sua economia, mas apenas se o regime colocar de parte os planos de expansão do armamento balístico.

"Embora seja verdade que os programas de armas nucleares da Coreia do Norte sejam uma ameaça não apenas à nossa segurança e à do nordeste da Ásia, a porta para o diálogo permanecerá aberta", clamou a partir da Assembleia Nacional.

"Se a Coreia do Norte realmente entrar num processo para completar a desnuclearização, estamos prontos para trabalhar com a comunidade internacional e apresentar um plano ousado que fortalecerá muito a economia da Coreia do Norte e melhorará a qualidade de vida do seu povo", enfatizou.

Na sequência da vitória do passado mês de março nas presidenciais, Yoon Suk-yeol disse-se disposto a encetar conversações com os norte-coreanos. Simultaneamente, deixou claro que estaria pouco disposto a tolerar "provocações" de Pyongyang.A última mensagem do antecessor
Na véspera, ao despedir-se da Presidência, o antecessor de Yoon Suk-yeol, Moon Jae-in, apelou ao reinício do diálogo com a Coreia do Norte.

"A paz é um requisito para a nossa sobrevivência, um requisito para a prosperidade", sublinhou Jae-in no derradeiro discurso como presidente na Casa Azul, residência presidencial em Seul.

"Espero sinceramente que os esforços de desnuclearização e institucionalização da paz continuem com a retomada do diálogo entre o Sul e o Norte", continuou, antes de propugnar que o seu mandato contribuiu para converter "uma crise de pré-guerra na Península Coreana", em 2017, numa "fase de diálogo".

c/ agências
Tópicos
PUB