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Novo vírus ataca computadores no Médio Oriente
Um novo e complexo vírus informático foi descoberto em vários países do Médio Oriente, revelou a empresa de segurança russa Kaspersky Labs, que acha também que o vírus foi fabricado pelos serviços secretos de um qualquer país: "É uma das mais complexas ameaças jamais descobertas".
A investigação foi realizada em conjunto com a União Internacional de Telecomunicações (UIT) e concluiu que o vírus em causa, batizado Flame, não causa danos no hardware. mas recolhe enormes quatidades de dados sensíveis, disse à BBC Vitaly Kamluk, o principal responsável da Kaspersky pela deteção de vírus informáticos.
"Uma vez que o sistema está infetado, o Flame inicia uma série complexa de operações, incluindo a verificação do tráfego da rede, fazendo capturas de ecrã, gravando conversações áudio, intercetando o teclado e por aí adiante", disse Vitaly Kamluk, que informou também que já foram infetados mais de 600 computadores, entre indivíduos, empresas, instituições académicas e governamentais.
Um outro vírus informático muito potente, batizado Stuxnet, já tinha sido desenvolvido há uns anos para atacar algumas centrifugadoras muito específicas, usadas no programa nuclear iraniano. Em Janeiro de 2011, o diário norte-americano The New York Times revelou que este vírus teria sido criado em conjunto pelos serviços de informação israelitas e norte-americanos.
Israel testou a eficácia do vírus no complexo nuclear de Dimona, situado no deserto de Neguev, que alberga o programa de armamentos nucleares israelita, indicou The New York Times, que citou peritos militares e dos serviços secretos. A criação deste vírus destrutivo teria sido um projeto americano-israelita, com a ajuda, voluntária ou não, da Grã-Bretanha e da Alemanha, segundo as fontes do diário.
Segundo Alan Woodward, do Departamento de Computação da Universidade de Surrey, no Reino Unido, a forma de ataque do Flame é muito signifiicativa. "É basicamente um aspirador industrial para dados sensíveis", disse Woodward à BBC. "Enquanto o Stuxnet tinha apenas um propósito, o Flame é uma caixa de ferramentas e por isso pode explorar quase tudo o que lhe apareça à frente".
"Uma vez que o sistema está infetado, o Flame inicia uma série complexa de operações, incluindo a verificação do tráfego da rede, fazendo capturas de ecrã, gravando conversações áudio, intercetando o teclado e por aí adiante", disse Vitaly Kamluk, que informou também que já foram infetados mais de 600 computadores, entre indivíduos, empresas, instituições académicas e governamentais.
Um outro vírus informático muito potente, batizado Stuxnet, já tinha sido desenvolvido há uns anos para atacar algumas centrifugadoras muito específicas, usadas no programa nuclear iraniano. Em Janeiro de 2011, o diário norte-americano The New York Times revelou que este vírus teria sido criado em conjunto pelos serviços de informação israelitas e norte-americanos.
Israel testou a eficácia do vírus no complexo nuclear de Dimona, situado no deserto de Neguev, que alberga o programa de armamentos nucleares israelita, indicou The New York Times, que citou peritos militares e dos serviços secretos. A criação deste vírus destrutivo teria sido um projeto americano-israelita, com a ajuda, voluntária ou não, da Grã-Bretanha e da Alemanha, segundo as fontes do diário.
Segundo Alan Woodward, do Departamento de Computação da Universidade de Surrey, no Reino Unido, a forma de ataque do Flame é muito signifiicativa. "É basicamente um aspirador industrial para dados sensíveis", disse Woodward à BBC. "Enquanto o Stuxnet tinha apenas um propósito, o Flame é uma caixa de ferramentas e por isso pode explorar quase tudo o que lhe apareça à frente".