Número dos que vivem em pobreza extrema diminuiu 68 milhões em dois anos

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O número das pessoas consideradas em pobreza extrema, vivendo com menos de 1,9 dólares (1,6 euros) por dia, diminuiu 68 milhões entre 2013 e 2015, representando atualmente 10% da população mundial, indicou hoje o Banco Mundial.

"Nos últimos 25 anos, mais de 1.000 milhões de pessoas deixaram a pobreza extrema e a taxa de pobreza global é agora a mais baixa desde que existem registos. Esta é uma das maiores realizações do nosso tempo", disse o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim.

De acordo com um relatório do Banco Mundial divulgado hoje, em 2013, 804 milhões de pessoas viviam em pobreza extrema, número que diminuiu para os 736 milhões em 2015.

Por regiões, a África subsaariana continua a apresentar as maiores taxas de pobreza, com 423 milhões de pessoas nesta situação, o que representa 41% da população da região.

Segue-se o sudeste asiático, com 12% da população, cerca de 216 milhões.

Na América Latina e Caraíbas, 26 milhões de pessoas viviam em pobreza extrema em 2015, o que corresponde a 4,1% da população. Dois anos antes eram 28 milhões ou 4,6% da população regional.

O relatório alerta, no entanto, para a redução do ritmo de descida da taxa de pobreza global nos últimos anos.

Jim Yong Kim indicou que cerca de metade dos países do mundo têm taxas de pobreza abaixo dos 3%, mas, adiantou, "no conjunto, não é provável que se consiga atingir o objetivo (do Banco Mundial) de menos de 3% até 2030".

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