70 milhões de deslocados por causa da guerra e perseguições

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Hosne Ara, 4 anos. Refugiado obrigado a deixar a casa em Mynamar
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É um número recorde. De acordo com as Nações Unidas mais de 70 milhões de pessoas (70,8 milhões) estavam deslocadas das suas casas e ou países em 2018 por causa da guerra e de perseguições. E são os países em desenvolvimento e não as nações mais ricas que estão a acolher a maior parte destas pessoas.

Há ainda outro valor que impressiona. Metade desses deslocados são crianças. Ou seja, mais de 35 milhões de crianças estão longe das suas casas.

São numeros "conservadores", diz a ONU, uma vez que o valor poderá ser bem mais elevado.

Desses mais de 70 milhões de deslocados, a maior parte - 41,3 milhões - foram obrigados a deixar as casas, 25,9 milhões são considerados refugiados e 3,5 milhões procuram asilo.

Os dados revelados são conservadores porque ainda não incluem a realidade venezuelana. A ONU acredita que mais de 4 milhões de venezuelanos tiveram que abandonar o país desde 2015. Se a situação política no país se mantiver, no final deste ano este número pode atingir os cinco milhões.

"Certamente que se a situação política na Venezuela não for resolvida, com um acordo político, vamos continuar a assistir ao êxodo", disse Filippo Grandi, Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados.

Uma realidade que representa já o segundo maior grupo de pessoas que tiveram que abandonar o país, só superada pela partida de sírios para a Turquia, resultado de oito anos de guerra.

"Quando se diz que a Europa tem uma emergência de refugiados, ou os Estados Unidos, ou a Austrália...não", afirmou Grandi. "A maior parte dos refugiados estão na verdade nos países junto a onde a guerra existe, e infelizmente isso significa que a maior parte está em países pobres ou em desenvolvimento". E acrescentou: "É aí que a crise existe e é aí que temos que nos focar".

Ainda de acordo com as Nações Unidas mais de dois terços dos refugiados são originários de cinco países: Síria, Afeganistão, Sudão Sul, Myanmar e Somalia.

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ONU, refugiados, Asilo,

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