Mundo
O drama das crianças refugiadas aqui tão perto
A Save The Children lançou um novo e duro vídeo de alerta para a realidade dos refugiados. É a sequela de um outro filme que se tornou viral e que aposta em contar a história na primeira pessoa de uma menina vítima de uma hipotética guerra civil nas ruas de Londres. Aqui tão perto.
O novo filme agarra a história de Lily-Rose onde o vídeo anterior a tinha deixado. A menina, agora com 13 anos, num campo de refugiados, com a mãe. A caminho de uma perigosa fuga de um país em conflito. Numa travessia a bordo de um pequeno barco e de uma morte por afogamento a que escapa por pouco. Fronteiras a atravessar por entre arame farpado na busca de segurança. E inúmeras outras provações, como a perda da mãe.
Os números da organização das Nações Unidas para os Refugiados apontam, em média, para a morte de duas crianças por dia.
No YouTube, a campanha é acompanhada das seguintes palavras: “A crise dos refugiados não é somente uma história nos noticiários – está a acontecer aqui e está a acontecer agora”.
Estima-se que mais de 325 mil crianças tenham atravessado o Mediterrâneo e o Egeu e que 340 tenham morrido afogadas desde setembro.
O filme volta a imaginar o Reino Unido como uma zona de conflito, como se a crise de refugiados acontecesse aí.
“O vídeo capta as terríveis experiências de milhares de crianças todos os dias, muitas passando por viagens de horror que ninguém devia suportar. Queremos trazer para casa a realidade dessas crianças, para captar a atenção”, explica Helle Thorning-Schmidt, chefe executiva da Save The Children no site da organização fundada no Reino Unido.
“Esta é uma geração de crianças que perdeu tudo – casa, educação, família e, em muitos casos, a vida. A organização pede mais ajuda para apoiar crianças em fuga dessas zonas de conflito. Queremos um novo acordo para a questão dos refugiados, para assegurar educação, proteção e um justo início de vida”, refere a responsável, exigindo ainda à comunidade internacional o estabelecimento de rotas legais e seguras para as famílias em fuga da guerra e da perseguição.
Milhões de visualizações
Esta é a sequela do vídeo lançado em 2014, quando o conflito na Síria perfazia três anos. Um vídeo que se tornou viral e teve mais de 50 milhões de visualizações. Foi a primeira parte da história de Lily-Rose.
Este vídeo começa com Lily a soprar as velas de um bolo de aniversário. Num minuto e meio de filme, a história desta criança transforma-se radicalmente em face de uma guerra civil, da perda do pai, de bombardeamentos, pobreza, fome e medo. Termina com um novo dia de aniversário, mas agora numa realidade completamente diferente, num campo de refugiados.
O segundo vídeo retoma este fio condutor. Termina, de novo, com o aniversário de Lily. Desta vez com uma realidade ainda mais dura, depois de ter perdido toda a família.
Antes das filmagens, a jovem atriz britânica Lily-Rose Aslandoghu, que faz de si própria nestes vídeos, foi conhecer refugiados sírios que tinham conseguido chegar ao Reino Unido.
“Pensar em pessoas da minha idade que já atravessaram situações horríveis faz-me sentir privilegiada. Vi-as como crianças que merecem uma vida como qualquer outra pessoa, que merecem uma educação”, revelou então Lily ao jornal Daily Mail.
Os números da organização das Nações Unidas para os Refugiados apontam, em média, para a morte de duas crianças por dia.
No YouTube, a campanha é acompanhada das seguintes palavras: “A crise dos refugiados não é somente uma história nos noticiários – está a acontecer aqui e está a acontecer agora”.
Estima-se que mais de 325 mil crianças tenham atravessado o Mediterrâneo e o Egeu e que 340 tenham morrido afogadas desde setembro.
O filme volta a imaginar o Reino Unido como uma zona de conflito, como se a crise de refugiados acontecesse aí.
“O vídeo capta as terríveis experiências de milhares de crianças todos os dias, muitas passando por viagens de horror que ninguém devia suportar. Queremos trazer para casa a realidade dessas crianças, para captar a atenção”, explica Helle Thorning-Schmidt, chefe executiva da Save The Children no site da organização fundada no Reino Unido.
“Esta é uma geração de crianças que perdeu tudo – casa, educação, família e, em muitos casos, a vida. A organização pede mais ajuda para apoiar crianças em fuga dessas zonas de conflito. Queremos um novo acordo para a questão dos refugiados, para assegurar educação, proteção e um justo início de vida”, refere a responsável, exigindo ainda à comunidade internacional o estabelecimento de rotas legais e seguras para as famílias em fuga da guerra e da perseguição.
Milhões de visualizações
Esta é a sequela do vídeo lançado em 2014, quando o conflito na Síria perfazia três anos. Um vídeo que se tornou viral e teve mais de 50 milhões de visualizações. Foi a primeira parte da história de Lily-Rose.
Este vídeo começa com Lily a soprar as velas de um bolo de aniversário. Num minuto e meio de filme, a história desta criança transforma-se radicalmente em face de uma guerra civil, da perda do pai, de bombardeamentos, pobreza, fome e medo. Termina com um novo dia de aniversário, mas agora numa realidade completamente diferente, num campo de refugiados.
O segundo vídeo retoma este fio condutor. Termina, de novo, com o aniversário de Lily. Desta vez com uma realidade ainda mais dura, depois de ter perdido toda a família.
Antes das filmagens, a jovem atriz britânica Lily-Rose Aslandoghu, que faz de si própria nestes vídeos, foi conhecer refugiados sírios que tinham conseguido chegar ao Reino Unido.
“Pensar em pessoas da minha idade que já atravessaram situações horríveis faz-me sentir privilegiada. Vi-as como crianças que merecem uma vida como qualquer outra pessoa, que merecem uma educação”, revelou então Lily ao jornal Daily Mail.