O mundo comemora 20 anos da queda do Muro de Berlim

O mundo celebra hoje a queda do Muro de Berlim. Faz hoje precisamente 20 anos que o símbolo da divisão da Alemanha e da Guerra Fria caiu quando na noite de 9 de Novembro de 1989 uma multidão de pessoas da parte leste da cidade avançou rumo aos postos fronteiriços que separavam os habitantes da zona leste de Berlim da liberdade vivida a ocidente.

RTP /
O derrube de pedras de dominó irá lembrar a queda do Muro de Berlim há 20 anos Rainer Jensen/EPA

O Muro de Berlim, também chamado do Muro da Vergonha, viu iniciada a sua construção a 13 de Agosto de 1961 e acabou por vir abaixo a 9 de Novembro de 1989 em plena fase da Perestroika, que percorria a extinta União Soviética, e no decorrer de um período de protesto às restrições impostas pela ex-República Democrática Alemã.

Vinte anos depois de conquistada a liberdade por parte dos alemães de leste a data é hoje comemorada tendo como ponto alto da queda do Muro de Berlim o derrube simbólico de um "dominó" com mil peças feitas de esferovite, de 2,5 metros de altura, concebidas por alunos de escolas de Berlim e de outras cidades do país e do estrangeiro com Lisboa incluída.

Sócrates em Berlim

As comemorações dos 20 anos da queda do muro de Berlim contam com a presença do primeiro-ministro português, José Sócrates, que estará ao lado de vários chefes de Estado e Governo europeus e da secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton.

Na agenda de José Sócrates em Berlim está prevista a presença do primeiro-ministro, ao final da tarde, na recepção oferecida pelo presidente da Alemanha, Horst Kohler, no Palácio Bellevue, seguindo depois juntamente com todos os outros chefes de Estado e de Governo para as Portas de Bradenburgo, ponto alto para a realização das cerimónias.

No final da cerimónia, o primeiro-ministro português participa ainda num jantar oferecido pela chefe do Governo germânica, Angela Merkel, que irá decorrer na chancelaria federal.

Dezenas de convidados VIP

Além de José Sócrates, e da secretária de Estado dos Estados Unidos, as comemorações da queda do Muro de Berlim contam ainda com a presença dos primeiros-ministros Werner Faymann (Áustria), Herman van Rompuy (Bélgica), Bojko Borissow (Bulgária), Lars Rasmussen (Dinamarca), Robert Fico (Eslováquia), Borut Pahor (Eslovénia), José Luís Zapatero (Espanha), Gordon Brown (Grã-Bretanha), George Papandeou (Grécia), Jan Peter Balkenende (Holanda), Gordon Bajnai (Hungria), Braian Cowen (Irlanda), Sílvio Berlusconi (Itália), Jean-Claude Juncker (Luxemburgo), Donald Tusk (Polónia) e Fredrik Reinfeldt (Suécia).

Já ao nível dos chefes de Estado estão confirmadas as presenças de Dimitri Medvedev (Rússia), Nicolas Sarkozy (França), Dimitris Christofias (Chipre), Toomas Hendrik Ilves (Estónia), Tarja Halonen (Finlândia), Valdis Zatlers (Letónia), Dália Grybauskaité (Lituânia), Václav Klaus (República Checa) e Traian Basescu (Roménia).

Cavaco Silva envia mensagem a Horst Koehler
O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, enviou já esta manhã uma mensagem de felicitações ao seu homólogo alemão a propósito da passagem do 20.º aniversário da queda do Muro de Berlim.

Cavaco Silva refere na sua mensagem esperar que este seja "um momento de reconfirmação" dos ideais que levaram ao derrube do "muro da vergonha" ao mesmo tempo que sublinha que os acontecimentos de há duas décadas "tiveram o sinal daqueles que marcam e determinam o sentido da História".

"Aqueles que tiveram o privilégio de viver aqueles dias, com a emoção dos que acreditam na força da democracia e da liberdade, têm o dever de fazer desta celebração um momento de reconfirmação do compromisso com a permanente dignificação dos ideais que conduziram à queda do Muro de Berlim", pode ler-se na mensagem do Chefe de Estado.

Mais à frente Cavaco Silva acrescenta que esta celebração "será a melhor forma de estar à altura do exemplo dos que nunca se resignaram perante a brutal separação para que remetia o 'muro da vergonha', edificado em nome do medo e contra a liberdade".

Para Cavaco Silva, a evolução no processo de integração europeia é ainda "um exemplo particularmente eloquente dos caminhos que a queda do Muro permitiu trilhar, em favor de uma Europa finalmente reconciliada consigo própria".

O Presidente da República portuguesa aproveita esta data "de tão grande valor simbólico" para se associar ao "justificado júbilo do Povo alemão " aproveitando a oportunidade para enviar ao seu homólogo alemão "as mais calorosas felicitações e a expressão da minha particular consideração e estima pessoal".

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