Mundo
Obama quer plano nuclear do Irão parado por dez anos
Em entrevista à agência Reuters, Barack Obama defendeu que o Irão deve suspender os trabalhos nucleares por pelo menos uma década. A partir da Casa Branca, o Presidente norte-americano falou ainda do assassinato de Boris Nemtsov na Rússia e da abertura de uma embaixada dos Estados Unidos em Havana.
Obama disse que o Irão deve suspender a atividade nuclear por pelo menos dez anos para que seja alcançado um acordo. Ainda assim, afirmou acreditar que as probabilidades estão contra um entendimento.
Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelita, discursa esta terça-feira no Congresso norte-americano sobre o assunto. Netanyahu diz-se na obrigação de falar contra um acordo com o Irão. Segundo Barack Obama, há um "desacordo substancial" entre a sua administração e o Governo de Israel no que diz respeito à aquisição de armas nucleares pelo Irão.
Obama afirmou que os Estados Unidos e Israel partilham o objetivo de prevenir a aquisição de armamento nuclear pelo Irão.
O objetivo dos Estados Unidos é ter a certeza de que "há pelo menos um ano entre se saber que o Irão está a tentar ter armas nucleares e o Irão efetivamente obter essas armas", afirmou Obama.
Israel teme que o acordo diplomático norte-americano com o Irão possa ainda assim permitir que o país consiga desenvolver uma bomba atómica. Teerão nega estar à procura de armamento nuclear.
O Presidente norte-americano diz, ainda assim, que os laços com Israel estão mais fortes e que as suas diferenças de Netanyahu não são pessoais.
"Eu acho que é importante para todos os países, na sua relação com os Estados Unidos, reconhecerem que os EUA têm um processo para fazer política", disse Obama.
Embaixada em Havana
Barack Obama disse na mesma entrevista que espera que os Estados Unidos abram uma embaixada em Cuba em meados de abril.
"O meu desejo é que consigamos abrir uma embaixada" antes das Conferências das Américas, na cidade do Panamá, em abril, sublinhou Obama. Na entrevista, afirmou que vai levar algum tempo para conseguir estabilizar as relações com a ilha a cem por cento, depois de mais de metade de um século de relações cortadas.
"Recorde-se que a nossa expectativa nunca foi a de conseguir alcançar um relacionamento normalizado no imediato. Ainda há muito trabalho a fazer", destacou.
Agravamento do clima
Obama falou também do assassinato do oposicionista russo Boris Nemtsov. De acordo com o presidente dos EUA, a morte desta figura de proa da oposição a Vladimir Putin é um sinal do agravamento do clima na Rússia, onde os direitos civis e as liberdades de cada um foram retraídos nos últimos anos. "É um indicador de um clima, pelo menos na Rússia, em que a sociedade civil, jornalistas independentes, pessoas que tentam comunicar na Internet, se sentem cada vez mais ameaçados. E cada vez mais a informação a que os russos têm acesso é àquela que é controlada pelo Estado", disse o Presidente norte-americano.
Obama apelou a uma investigação profunda.
Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelita, discursa esta terça-feira no Congresso norte-americano sobre o assunto. Netanyahu diz-se na obrigação de falar contra um acordo com o Irão. Segundo Barack Obama, há um "desacordo substancial" entre a sua administração e o Governo de Israel no que diz respeito à aquisição de armas nucleares pelo Irão.
Obama afirmou que os Estados Unidos e Israel partilham o objetivo de prevenir a aquisição de armamento nuclear pelo Irão.
O objetivo dos Estados Unidos é ter a certeza de que "há pelo menos um ano entre se saber que o Irão está a tentar ter armas nucleares e o Irão efetivamente obter essas armas", afirmou Obama.
Israel teme que o acordo diplomático norte-americano com o Irão possa ainda assim permitir que o país consiga desenvolver uma bomba atómica. Teerão nega estar à procura de armamento nuclear.
O Presidente norte-americano diz, ainda assim, que os laços com Israel estão mais fortes e que as suas diferenças de Netanyahu não são pessoais.
"Eu acho que é importante para todos os países, na sua relação com os Estados Unidos, reconhecerem que os EUA têm um processo para fazer política", disse Obama.
Embaixada em Havana
Barack Obama disse na mesma entrevista que espera que os Estados Unidos abram uma embaixada em Cuba em meados de abril.
"O meu desejo é que consigamos abrir uma embaixada" antes das Conferências das Américas, na cidade do Panamá, em abril, sublinhou Obama. Na entrevista, afirmou que vai levar algum tempo para conseguir estabilizar as relações com a ilha a cem por cento, depois de mais de metade de um século de relações cortadas.
"Recorde-se que a nossa expectativa nunca foi a de conseguir alcançar um relacionamento normalizado no imediato. Ainda há muito trabalho a fazer", destacou.
Agravamento do clima
Obama falou também do assassinato do oposicionista russo Boris Nemtsov. De acordo com o presidente dos EUA, a morte desta figura de proa da oposição a Vladimir Putin é um sinal do agravamento do clima na Rússia, onde os direitos civis e as liberdades de cada um foram retraídos nos últimos anos. "É um indicador de um clima, pelo menos na Rússia, em que a sociedade civil, jornalistas independentes, pessoas que tentam comunicar na Internet, se sentem cada vez mais ameaçados. E cada vez mais a informação a que os russos têm acesso é àquela que é controlada pelo Estado", disse o Presidente norte-americano.
Obama apelou a uma investigação profunda.