Mundo
Oficial confirma execução de prisioneiro por soldado israelita
Uma mudança de eventos alterou esta quinta-feira o curso fácil que desde início estava traçado para o julgamento do sargento Elor Azaria, o militar israelita que matou com um tiro na cabeça um palestiniano no check-point de Jilbar, em Hebron, Cisjordânia. O comandante de Azaria acusa o sargento da intenção desde os primeiros minutos de matar um palestiniano ferido e de, posteriormente, o ter feito contra as ordens que ele próprio lhe dera.
Elor Azaria, que pertence ao pessoal médico do exército israelita, enfrenta a acusação de homicídio voluntário, na sequência das imagens que correram mundo em que é filmado a aproximar-se de um palestiniano ferido – após alegadamente ter atacado vários militares israelitas num ponto de controlo de Hebron – e de o matar ao desferir um tiro na cabeça a curta distância.
Trata-se de Abdel Fatal al-Sharif, um palestiniano acusado de atacar os militares do posto. Esta foi contudo uma leitura contestada por palestinianos e organizações de defesa dos Direitos Humanos. Recentes imagens desse dia 24 de Março com um militar a “plantar” uma faca junto de Abdel Fatal al-Sharif já depois de morto são novo elemento que tem ajudado à versão apresentada pelos activistas.
Ouvido no tribunal militar de Jaffa, o major Tom Naaman, comandante de Elor Azaria, deu o seu testemunho inesperado contra a onda de apoio que o sargento tem vindo a receber da nação israelita, solidariedade que em determinada altura se adivinhava do próprio gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
Azaria queria o palestiniano morto
De acordo com Naaman, quando chegou ao local do ataque deu ordem a Azaria para assistir os soldados feridos no ataque. Abdel Fatal al-Sharif encontrava-se então ferido no chão, depois de ter sido baleado várias vezes. A alguns metros encontrava-se outro palestiniano, que teria também participado no ataque aos soldados israelitas: Ramzi Aziz Mustafa Kusrawi fora imediatamente abatido na reacção dos militares.
Após receber as ordens, o sargento Elor Azaria afirmou que al-Sharif estava ainda vivo e que “devia morrer. Fiquei furioso quando ele matou o terrorista porque eu sou o seu comandante e ele não teve a minha aprovação para o fazer”, declarou Naaman perante o tribunal.
“Puxei-o para o lado, pedi-lhe que esperasse e ordenei-lhe que não se mexesse. Informei o batalhão e mandei transportar os soldados feridos para receberem os tratamentos que necessitavam”, acrescentou o oficial.
A tese da defesa tem sido mantida no sentido da auto-defesa: o palestiniano, apesar de neutralizado, poderia estar vestido com um colete armadilhado e ter ainda condições de se fazer explodir, colocando a vida dos militares em risco.
A acusação contra o sargento Elor Azaria sustenta que o militar disparou contra o palestiniano “contra as regras, sem razão militar, num momento em que o terrorista al-Sharif estava deitado no chão, não estava em condições de perpetrar novos ataques e não constituía um perigo imediato para o réu, civis ou soldados na área”.
Trata-se de Abdel Fatal al-Sharif, um palestiniano acusado de atacar os militares do posto. Esta foi contudo uma leitura contestada por palestinianos e organizações de defesa dos Direitos Humanos. Recentes imagens desse dia 24 de Março com um militar a “plantar” uma faca junto de Abdel Fatal al-Sharif já depois de morto são novo elemento que tem ajudado à versão apresentada pelos activistas.
Ouvido no tribunal militar de Jaffa, o major Tom Naaman, comandante de Elor Azaria, deu o seu testemunho inesperado contra a onda de apoio que o sargento tem vindo a receber da nação israelita, solidariedade que em determinada altura se adivinhava do próprio gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
Azaria queria o palestiniano morto
De acordo com Naaman, quando chegou ao local do ataque deu ordem a Azaria para assistir os soldados feridos no ataque. Abdel Fatal al-Sharif encontrava-se então ferido no chão, depois de ter sido baleado várias vezes. A alguns metros encontrava-se outro palestiniano, que teria também participado no ataque aos soldados israelitas: Ramzi Aziz Mustafa Kusrawi fora imediatamente abatido na reacção dos militares.
Após receber as ordens, o sargento Elor Azaria afirmou que al-Sharif estava ainda vivo e que “devia morrer. Fiquei furioso quando ele matou o terrorista porque eu sou o seu comandante e ele não teve a minha aprovação para o fazer”, declarou Naaman perante o tribunal.
“Puxei-o para o lado, pedi-lhe que esperasse e ordenei-lhe que não se mexesse. Informei o batalhão e mandei transportar os soldados feridos para receberem os tratamentos que necessitavam”, acrescentou o oficial.
A tese da defesa tem sido mantida no sentido da auto-defesa: o palestiniano, apesar de neutralizado, poderia estar vestido com um colete armadilhado e ter ainda condições de se fazer explodir, colocando a vida dos militares em risco.
A acusação contra o sargento Elor Azaria sustenta que o militar disparou contra o palestiniano “contra as regras, sem razão militar, num momento em que o terrorista al-Sharif estava deitado no chão, não estava em condições de perpetrar novos ataques e não constituía um perigo imediato para o réu, civis ou soldados na área”.