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OIM. "A migração é uma força transformadora", defende a nova diretora-geral Amy Pope

por Rachel Mestre Mesquita - RTP
Amy Pope, a nova diretora-geral da Organização Internacional para as Migrações (OIM), numa conferência de imprensa em Genebra, Suíça, a 2 de outubro de 2023 Denis Balibouse - Reuters

A afirmação é de Amy Pope, a nova diretora da Organização Internacional para as Migrações (OIM), que assumiu o cargo no passado dia 1 de outubro e substituiu o seu antecessor António Vitorino, de quem foi adjunta. A norte-americana Amy Pope, de 49 anos, é a primeira mulher a dirigir a organização da ONU e pretende durante o seu mandato mudar a imagem negativa de que os migrantes são frequentemente alvo, através de parcerias com "o setor privado, com a sociedade civil e com outras partes interessadas".

À medida que vão surgindo mensagens anti-imigração um pouco por toda a Europa e por todo o mundo, Amy Pope defendeu numa conferência de imprensa, esta segunda-feira, em Genebra, que a migração promove a inovação, fornece mão-de-obra e ajuda a revitalizar comunidades envelhecidas. "A migração é uma força transformadora que pode facilitar a inovação, impulsionar o desenvolvimento e catalisar a capacitação económica”, afirmou Amy Pope.

De acordo com a norte-americana, a migração é “uma das questões que definem o nosso tempo” e diz-se “ansiosa por trabalhar em colaboração para enfrentar os desafios e criar oportunidades para todos, especialmente para os mais vulneráveis".



Durante a sua apresentação, esta segunda-feira, na sede da organização em Genebra, anunciou que "o nosso objetivo número um é aproveitar realmente os benefícios e a promessa da #migração." Acrescentando que acredita nos frutos de uma colaboração conjunta para os migrantes: "Quando trabalhamos em conjunto com as comunidades e com os governos, podemos começar a criar formas de encontrar oportunidades para as pessoas que estão em movimento."

Amy Pope defendeu que a chegada de migrantes é uma resposta à escassez gritante de mão-de-obra, qualificada ou não, e para resolver este desafio pretende apoiar-se no setor privado.

A nova diretora-geral da OIM reconheceu que a “sociedade beneficia quando a migração é bem gerida” e, nesse sentido, sublinhou o papel crucial da Organização Internacional para as Migrações (OIM) numa altura em que “a migração está no topo da agenda a nível mundial”.

c/agências
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