Oitenta presos políticos libertados na Venezuela

Oitenta presos políticos libertados na Venezuela

São pelo menos 80 os presos políticos agora libertados, acaba de noticiar a agência France Press.

RTP /
Imagem de manifestação em Caracas para pressionar libertação de presos políticos. Foto: Maxwell Briceno - Reuters

Pelo menos 80 presos políticos foram libertados este domingo, com o processo de libertação a progredir a conta-gotas sob pressão de Washington. A indicação da libertação de mais um grupo foi avançada pela ONG Foro Penal.

"Pelo menos 80 presos políticos, cujos casos estamos a verificar, foram libertados hoje em todo o país. É provável que outras libertações venham ainda a ocorrer", escreve o diretor da Foro Penal, Alfredo Romero, na rede social X.


No sábado, outra organização não-governamental (ONG), a Programa Venezuelano de Educação e Ação em Direitos Humanos (Provea), pediu às autoridades da Venezuela que revogassem o decreto de emergência externa que vigora no país desde que os Estados Unidos capturaram Nicolás Maduro.

Segundo a Provea, o decreto é inconstitucional e permite reprimir a população por motivos políticos, sendo que com a sua revogação seria possível avançar num processo de reconciliação que conduza à redemocratização do país e ao respeito pela Constituição Nacional.

Em comunicado, a organização referiu ainda que "a reivindicação mais urgente, que une toda a sociedade, é a libertação plena, incondicional e imediata de todas as pessoas que se encontram arbitrariamente privadas de liberdade ou sujeitas a processos judiciais por motivos políticos e que continuam injustamente detidas em prisões e delegacias do país".

Segundo a Provea, os presos por motivos políticos e as suas famílias, "têm sido vítimas de graves abusos, incluindo tortura, tratamentos cruéis, desumanos e degradantes".

Na sexta-feira, a Plataforma Democrática Unitária (PUD), que reúne a maioria da oposição venezuelana, instou o Governo a publicar uma "lista detalhada" de presos políticos libertados nas últimas semanas.

Esta exigência surge depois de a presidente interina Delcy Rodríguez ter afirmado que 626 pessoas foram libertadas.

c/ agências
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