OMS declara surto de ébola no Uganda como terminado. Epidemia prossegue na RDC

OMS declara surto de ébola no Uganda como terminado. Epidemia prossegue na RDC

A OMS pediu uma trégua humanitária para combater a epidemia na RDCongo, onde os casos de ébola continuam a aumentar.

RTP / Adicionar como fonte informativa
Gradel Muyisa Mumbere - Reuters

O surto da estirpe Bundibugyo do ébola no Uganda terminou, declarou um responsável da Organização Mundial de Saúde (OMS) numa conferência de imprensa esta quarta-feira.

O Governo ugandense tinha declarado, a 28 de julho, que o país estava livre da doença, que provocou 20 casos e duas mortes.

A OMS monitorizou a situação até esta semana para garantir que nenhuma cadeia de transmissão tinha passado despercebida.

Por outro lado, na vizinha República Democrática do Congo, o surto continua descontrolado.


Marie Roseline Belizaire, diretora de preparação para emergências da região africana da OMS, disse que os casos na RDCongo continuam a aumentar, apesar de alguns progressos.

"A transmissão continua muito ativa", disse Belizaire. "Reduzimos a aceleração, mas ainda não conseguimos achatar a curva", explicou.

O surto neste país é o segundo mais mortífero da história. De acordo com o Governo congolês, até terça-feira, registaram-se mais de 2.700 mortes e mais de 5.600 casos.
OMS pede trégua humanitária
Esta quarta-feira, a OMS pediu uma trégua humanitária de seis meses para combater a epidemia do ébola da RDCongo.

Segundo o diretor regional da OMS para a África Oriental, Mohamed Yakub Janabi, o acesso às comunidades é o principal obstáculo à resposta na área da saúde, razão pela qual apelou às partes em conflito, incluindo o Exército e o grupo rebelde Movimento 23 de Março (M23), bem como a dezenas de grupos armados, para que concordem com uma trégua, de modo a que as equipas de saúde "possam aceder as comunidades afetadas com segurança e sem impedimentos".

"Quando conseguirmos alcançar a população, interrompemos a transmissão. Quando não conseguimos, o vírus continua a espalhar-se", declarou Janabi.

A OMS recomendou ainda o país a implementar medidas de distanciamento social e a monitorizar a circulação de pessoas.

Segundo a OMS, o vírus do ébola começou a circular no leste da RDCongo em fevereiro. A epidemia está associada à estirpe de Bundibugyo, cuja taxa de letalidade oscila entre os 30% e os 50% e para a qual não existe vacina autorizada nem tratamento específico, segundo a OMS. No entanto, estão em curso vários ensaios clínicos.

c/agências
Tópicos
PUB