OMS sem fundos para combater Ébola na estação chuvosa

Continuar a impedir a propagação do vírus do Ébola na África Ocidental depende dos fundos e da ajuda que se conseguir mobilizar antes da época das chuvas em abril. A Organização Mundial de Saúde (OMS) prevê ficar sem fundos em meados de fevereiro, complicando o trabalho de prevenção nas zonas afetadas.

João Ferreira Pelarigo, RTP /
Médicos trabalham na África Ocidental para tentar erradicar o vírus do Ébola. Reuters

O número de casos de Ébola tem baixado ao longo das últimas semanas nas três regiões fortemente atacadas pelo vírus: Guiné, Libéria e Serra Leoa. Este avanço é significativo, afirmou esta sexta-feira Bruce Aylward, o Diretor-Geral adjunto da OMS à Reuters.

"Vamos ficar sem dinheiro em meados de fevereiro, e isso corresponde a quatro ou cinco meses antes de o vírus parar no melhor cenário", disse Aylward.

A organização necessita ainda de cerca de 260 milhões de dólares para combater o Ébola nos próximos seis meses, sublinhou.

"Se entrarmos na época chuvosa com a doença, talvez nos deparemos com outro ano difícil ou mais", acrescentou o Diretor-Geral adjunto.
Situação "extremamente preocupante"
Embora o número de afetados pela doença tenha vindo a baixar, a situação mantém-se "extremamente preocupante" nos três países onde o vírus atacou com maior intensidade, alerta a OMS.

A organização da ONU pede que se mantenha a vigilância nas zonas fortemente afetadas pelo vírus. A preocupação com uma possível queda no estado de alerta é grande, uma vez que os recursos financeiros estão a escassear e o corpo interventivo não é, atualmente, suficiente para combater um grande surto.

A futura estação chuvosa pode vir a complicar a luta pela erradicação da doença.
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