Onda de violência no México. Pelo menos 29 mortos após detenção do filho de "El Chapo"

Pelo menos 29 pessoas morreram na sequência da vaga de violência que se iniciou na quinta-feira no estado de Sinaloa, no México, após a detenção de Ovídio Guzmán, um dos filhos do narcotraficante "El Chapo".

Andreia Martins - RTP /
Reuters

O número de vítimas mortais foi confirmado esta sexta-feira pelo ministro mexicano da Defesa, Luis Cresencio Sandoval. De acordo com o governante, morreram dez militares e 19 elementos de grupos criminosos.

"Dez militares perderam a vida no cumprimento do seu dever para garantir a segurança. O Estado mexicano vai conceder-lhes honras fúnebres", confirmou o Presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador.

A onda de violência intensificou-se após a detenção, na madrugada de quinta-feira, de Ovídio Guzmán, um dos filhos do narcotraficante “El Chapo”. Horas após a detenção, vários membros do Cartel de Sinaloa responderam com atos de violência.

Para além dos combates com as forças de segurança, os elementos deste gangue cortaram várias estradas com veículos em chamas. A violência concentrou-se sobretudo em Culiacán, capital do estado mexicano de Sinaloa.

Pelo menos 21 pessoas foram detidas e o aeroporto da cidade continuava encerrado esta sexta-feira. Não há registo de mortes entre os civis, mas o Governo decidiu reforçar o dispositivo de segurança em Sinaloa.

“El Chapo” era o principal nome do poderoso cartel de droga até ter sido detido em 2016. O narcotraficante foi extraditado para os Estados Unidos no ano seguinte. O filho, de 32 anos, foi detido às primeiras horas de quinta-feira e encontra-se detido na Cidade do México, numa prisão de segurança máxima.

Ovídio Guzmán já tinha sido detido em Culiacán, em 2019, mas foi libertado ao fim de poucas horas após uma resposta violenta por parte de elementos do cartel, num grande revés para o governo de López Obrador.

Agora, a detenção acontece na véspera de uma cimeira na Cidade do México, a realizar-se na próxima semana, com a presença do presidente norte-americano. De acordo com o presidente mexicano, nenhuma força norte-americana auxiliou na captura de Ovídio Guzmán e a detenção não tem qualquer ligação à visita de Joe Biden.

c/ agências
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