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ONG alertam para falta de medidas vinculativas urgentes no Pacto para os Oceanos

ONG alertam para falta de medidas vinculativas urgentes no Pacto para os Oceanos

Seis organizações ambientalistas consideraram hoje que o Pacto para os Oceanos, adotado pela Comissão Europeia, não consegue concretizar medidas vinculativas urgentes necessárias para proteger o oceano.

Lusa /

A Comissão Europeia pretende apresentar até 2027 uma Lei dos Oceanos, medida incluída no Pacto para os Oceanos, destinado a proteger habitats e que prevê medidas para as Regiões Ultraperiféricas (RUP), como os Açores e a Madeira.

"Para que a lei seja bem sucedida, deve levar à adoção imediata dos compromissos existentes e incluir metas e limites juridicamente vinculativos para abrir caminho para a conservação e a recuperação necessárias a um oceano saudável e comunidades costeiras fortes", lê-se num comunicado conjunto emitido pela BirdLife Europe, ClientEarth, Oceana, Seas At Risk, Surfrider Foundation Europe e a WWF.

As associações consideram que, apesar de se reconhecer a importância da proteção dos oceanos, o documento "carece de medidas concretas" para combater as atividades mais nocivas nas águas europeias, incluindo a sobrepesca, a poluição e as atividades destrutivas em áreas protegidas.

"Embora o pacto reconheça que trabalhará na adoção e execução da legislação existente, não apresenta um plano concreto para lidar com essa questão", sublinham.

Para as entidades subscritoras do documento, o pacto falha também pela ausência de um roteiro claro de ações e respetivo financiamento.

Os ambientalistas defendem que o documento deveria conter "medidas significativas" para reduzir a poluição na fonte, incluindo plásticos, nutrientes e contaminantes químicos, bem como um plano para "uma transição justa" para uma economia azul regeneradora.

Simultaneamente, as Organizações Não Governamentais (ONG) saúdam o compromisso da Comissão Europeia com uma abordagem preventiva, "face às atividades destrutivas da mineração em águas profundas".

Segundo a Comissão Europeia, a Lei dos Oceanos irá facilitar a aplicação dos principais objetivos do Pacto para os Oceanos, ao mesmo tempo que reduz a burocracia.

O Pacto, hoje adotado em Bruxelas e que será formalmente apresentado na segunda-feira, em Nice (França), na terceira Conferência das Nações Unidas sobre os Oceanos (UNOC3), reúne leis e práticas, fornecendo um quadro de referência para a proteção do oceano.

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