Mundo
Guerra no Médio Oriente
ONU. Ajuda humanitária em Gaza não pode ser toda utilizada devido à falta de água e combustível
A agência das Nações Unidas para os refugiados palestinianos (UNRWA) lamentou, esta terça-feira, que alguns dos alimentos entregues na Faixa de Gaza, como o arroz e as lentilhas, não possam ser utilizados devido à falta de água e combustível para os cozinhar e apelou a uma maior coordenação entre as agências humanitárias.
A porta-voz da UNRWA, Tamira Alrifaj, agradeceu esta terça-feira numa conferência de imprensa a generosidade do Egipto e de outros países para ajudar os palestinianos. No entanto, sublinhou, que a ajuda internacional que está a chegar a Gaza, através do Egipto, é insuficiente.
"Antes do conflito, cerca de 500 camiões (com ajuda e bens comerciais) entravam diariamente na Faixa de Gaza a partir de Israel e de Rafah, na fronteira com o Egipto” afirmou Tamira Alrifai, ao passo que, desde do passado sábado, apenas algumas dezenas de camiões passaram do Egipto para a Faixa de Gaza.
A região da Faixa de Gaza já estava sujeita a um bloqueio terrestre, aéreo e marítimo por parte de Israel desde que o grupo islâmico Hamas tomou o poder em 2007, mas desde 9 de outubro, que Gaza está sob um “cerco total”, privada de abastecimento de água, eletricidade e alimentos. "Não estamos a receber os produtos mais necessários ou relevantes para Gaza", disse a porta-voz da UNRWA.
"Antes do conflito, cerca de 500 camiões (com ajuda e bens comerciais) entravam diariamente na Faixa de Gaza a partir de Israel e de Rafah, na fronteira com o Egipto” afirmou Tamira Alrifai, ao passo que, desde do passado sábado, apenas algumas dezenas de camiões passaram do Egipto para a Faixa de Gaza.
A região da Faixa de Gaza já estava sujeita a um bloqueio terrestre, aéreo e marítimo por parte de Israel desde que o grupo islâmico Hamas tomou o poder em 2007, mas desde 9 de outubro, que Gaza está sob um “cerco total”, privada de abastecimento de água, eletricidade e alimentos. "Não estamos a receber os produtos mais necessários ou relevantes para Gaza", disse a porta-voz da UNRWA.
Tamira Alrifaj explicou, através de uma videoconferência em direto de Amã, capital da Jordânia, que “num dos carregamentos dos últimos dias, recebemos caixas de arroz e lentilhas (…) mas para cozinhar lentilhas e arroz, precisam de água e gás. Por conseguinte, este tipo de produtos (...) não é muito utilizável neste momento, tendo em conta a situação em Gaza”.
De modo a evitar que estas situações voltem a acontecer, a porta-voz da ONU apelou a todas as organizações humanitárias presentes no terreno para “melhorarem” a sua coordenação, preparando “listas muito claras do que é necessário” na Faixa de Gaza.
Acrescentando que os cerca de 2,4 milhões de habitantes da região têm uma grande necessidade de colchões e cobertores com a chegada do inverno e que atualmente centenas de milhares de palestinianos estão refugiados nas instalações da UNRWA. "Até à data, não foi autorizada a entrada de combustível" na Faixa de Gaza, afirmou Alrifaj.
A ONU apelou também a Israel para que autorize a entrada de combustível no território para fins humanitários, em especial para manter os geradores dos hospitais em funcionamento. Tamira Alrifaj explicou que quando a UNRWA recebe combustível envia-o normalmente para hospitais ou para a própria UNICEF, para garantir que é utilizado para “fins humanitários”.
A ONU apelou também a Israel para que autorize a entrada de combustível no território para fins humanitários, em especial para manter os geradores dos hospitais em funcionamento. Tamira Alrifaj explicou que quando a UNRWA recebe combustível envia-o normalmente para hospitais ou para a própria UNICEF, para garantir que é utilizado para “fins humanitários”.
c/agências