ONU destina 4,26 milhões de euros para combate às inundações em Moçambique

ONU destina 4,26 milhões de euros para combate às inundações em Moçambique

O líder humanitário da ONU, Tom Fletcher, destinou cinco milhões de dólares (4,26 milhões de euros) do Fundo Central de Resposta a Emergências para o combate às inundações generalizadas em Moçambique, anunciou hoje o porta-voz das Nações Unidas.

Lusa /

Os novos recursos apoiarão a resposta liderada pelo Governo nos distritos afetados pelas cheias em Gaza e províncias vizinhas, incluindo Maputo e Sofala, indicou Stéphane Dujarric, porta-voz do secretário-geral da ONU, António Guterres.

O Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU estima que um total de 350 mil pessoas tenham sido deslocadas pelas inundações em Moçambique.

"Nós, juntamente com os nossos parceiros, continuamos a intensificar os esforços, com embarcações disponíveis para operações de busca e salvamento. Dois veículos anfíbios do Programa Alimentar Mundial (PAM) foram mobilizados para alcançar áreas inacessíveis por estrada", explicou Dujarric, numa conferência de imprensa em Nova Iorque.

 "O PAM está a utilizar ao máximo os seus recursos limitados para apoiar 375 mil pessoas entre as mais afetadas, fornecendo-lhes `kits` alimentares de emergência para sete dias", acrescentou.

O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários também informou que o Governo de Moçambique e a ONU lançarão na sexta-feira um Plano de Resposta e Necessidades Humanitárias revisto para 2026, de forma a refletir as necessidades humanitárias relacionadas com as cheias.

Por sua vez, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) também está a ampliar a sua resposta de emergência em Moçambique.

As equipas da OIM estão a trabalhar em locais prioritários para melhorar as condições nos centros de acolhimento, fortalecer a coordenação e garantir a proteção daqueles que estão em maior risco, disse o porta-voz.

A OIM indicou que equipas de saúde, água e saneamento e proteção estão a ser mobilizadas para aliviar a pressão sobre os centros de acolhimento sobrelotados, melhorar os serviços básicos e apoiar a segurança e a dignidade das famílias deslocadas.     

Pelo menos 13 pessoas morreram e 585.627 foram afetadas desde 07 de janeiro nas cheias generalizadas que se registam em Moçambique, segundo dados provisórios do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).

Os dados do INGD referem ainda dois feridos e quatro desaparecidos na sequência destas cheias, em 15 dias, e numa altura em que centenas de famílias continuam sitiadas, a aguardar resgate, sobretudo no sul de Moçambique.

Desde o início da época das chuvas, em outubro, incluindo as últimas duas semanas de cheias, já morreram 124 pessoas em Moçambique e 723.532 pessoas foram afetadas, segundo o INGD.

Em Maputo, as estradas Nacional 1, para norte, e Nacional 2, para sul, continuam intransitáveis, devido à subida das águas.


 

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