Mundo
Guerra no Médio Oriente
ONU insiste. "Muitas mais pessoas morrerão em breve" devido ao cerco à Faixa de Gaza
Numa conferência de imprensa, esta sexta-feira em Jerusalém, o diretor da Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinianos (UNRWA), Philippe Lazzarini, alertou para as consequências do cerco total imposto por Israel ao enclave palestiniano e apelou à entrega "significativa e contínua" de ajuda humanitária.
"Neste preciso momento, as pessoas em Gaza estão a morrer, não apenas devido às bombas e aos ataques, mas muitas mais morrerão em breve devido ao cerco imposto" ao território palestiniano desde 9 de outubro, afirmou Philippe Lazzarini. "Os serviços básicos estão a entrar em colapso, as reservas de medicamentos, alimentos e água estão a esgotar-se e os esgotos começam a transbordar para as ruas de Gaza", descreveu.
Apesar dos comboios humanitários que começaram a entrar na região da Faixa de Gaza desde 21 de outubro, a ajuda está longe de ser suficiente para satisfazer as necessidades da população que está a ser "estrangulada" e sente-se "evitada, alienada e abandonada", explicou o diretor da agência da ONU para os refugiados palestinianos.
"Sistema em vigor está condenado ao fracasso"
“Muitos de nós viram nesses camiões [de ajuda humanitária] um vislumbre de esperança”, mas está a “tornar-se uma distração" porque "não são mais do que migalhas que não farão a diferença para dois milhões de pessoas”, disse o chefe da agência humanitária."O que preciamos é de uma ajuda significativa e contínua, e precisamos de um cessar-fogo humanitário para que essa ajuda possa chegar a quem precisa", exigiu Philippe Lazzarini.
“Muitos de nós viram nesses camiões [de ajuda humanitária] um vislumbre de esperança”, mas está a “tornar-se uma distração" porque "não são mais do que migalhas que não farão a diferença para dois milhões de pessoas”, disse o chefe da agência humanitária."O que preciamos é de uma ajuda significativa e contínua, e precisamos de um cessar-fogo humanitário para que essa ajuda possa chegar a quem precisa", exigiu Philippe Lazzarini.
O dirigente apelou a uma resposta internacional e advertiu que o seu adiamento só estaria a contribuir para “aprofundar a polarização na região e a aumentar o risco de repercussões regionais".
O Ministério da Saúde de Gaza, gerido pelo Hamas, anunciou na quinta-feira a morte de mais de sete mil palestinianos, incluindo cerca de 2.900 crianças, desde o início dos ataques israelitas contra Gaza, na sequência do ataque surpresa do Hamas em solo israelita, a 7 de outubro.
Nas últimas semanas a UNRWA, a Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestiniano, e as restantes agências da ONU no terreno perderam mais de 50 dos seus funcionários, relembrou também durante a conferência de imprensa.
c/ agências