Onze corpos de migrantes encontrados após naufrágio ao largo da Tunísia
A Guarda Nacional da Tunísia recuperou 11 corpos do mar Mediterrâneo depois do naufrágio de um barco que transportava 15 migrantes, continuando desaparecidas três pessoas, anunciou hoje esta polícia.
O barco afundou-se na noite de sexta-feira para sábado ao largo da cidade de Zarzis, no sul da Tunísia.
Apenas uma pessoa foi resgatada, segundo a informação policial.
"As operações de busca permitiram recuperar três corpos ontem e oito hoje", fez saber a Guarda Nacional num comunicado, adiantando que as buscas continuavam para localizar os restantes passageiros.
No sábado à noite, habitantes de Ben Guerdane, cidade no sudeste próxima da fronteira com a Líbia, de onde eram originários 14 dos 15 migrantes, manifestaram-se após o naufrágio, bloqueando estradas e incendiando pneus.
A Tunísia, cujas costas se situam a cerca de 145 quilómetros da ilha italiana de Lampedusa, é um importante ponto de partida para os migrantes que tentam atravessar o Mediterrâneo em direção à Europa.
Pela rota do Mediterrâneo Central, que a Organização Internacional para as Migrações (OIM) considera a mais mortífera do mundo, morreram ou desapareceram este ano pelo menos 914 migrantes.
De acordo com a OIM, o número de mortes nesta rota mais do que duplicou nos primeiros quatro meses de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Em 2023, a Tunísia assinou um acordo no valor de 255 milhões de euros (290 milhões de dólares) com a União Europeia, dos quais quase metade se destinava ao combate à imigração irregular.
Este acordo, apoiado pelo Governo italiano, visava reforçar a capacidade da Tunísia em impedir que as embarcações partissem das suas costas.