Operações policiais no Brasil combatem tráfico de armas e drogas
A polícia paraguaia apreendeu cerca de 70 armas, entre fuzis, pistolas e espingardas, e 6.000 caixas com munições destinadas a ser vendidas ilegalmente no Brasil, divulgou hoje a imprensa brasileira.
A carga, encontrada domingo num poço de uma casa na fronteira com o Estado do Mato Grosso do Sul, foi avaliada num milhão de dólares (780 mil euros).
O homem apontado como dono dos armamentos, o comerciante brasileiro Alberto Dornelles Rodrigues, está preso na Polícia Federal na cidade de Campo Grande.
Rodrigues é considerado como um dos principais fornecedores de armas para traficantes de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Já na fronteira entre o Brasil, Colômbia e Peru, a Polícia Federal (PF) brasileira está a executar 20 mandados de prisão preventiva numa acção de combate ao tráfico internacional de drogas.
Os acusados pertencem a duas quadrilhas rivais, que disputam o mercado de drogas.
A polícia suspeita que as quadrilhas tenham ligação com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), maior grupo guerrilheiro colombiano, que segue a linha marxista.
"Há indícios de que a quadrilha do Gallero (traficante colombiano) contratava pistoleiros das FARC. Eles são bem treinados e provavelmente eram usados em execuções", afirmou à agência governamental Brasil o delegado federal em Tabatinga, no Amazonas, Giovanni Vicente Lopes.
A outra quadrilha é liderada pelos colombianos Arturo Quintero e Lurdes Ico, com sede na cidade de Letícia, fronteira com Brasil.
Os acusados foram indiciados pelos crimes de tráfico de estupefacientes, formação de quadrilha, falsidade ideológica, uso de documentos falsos e lavagem de dinheiro.