Oposição deseja "longa vida" a Hugo Chávez e pede "transparência" sobre o seu estado de saúde
Caracas, 23 fev (Lusa) - A coligação opositora Mesa de Unidade Democrática (MUD) desejou, na quarta-feira, "longa vida" ao Presidente Hugo Chávez, depois de lhe ter sido detetada uma nova lesão, e pediu "transparência" ao Executivo ao informar sobre a saúde do Chefe de Estado.
"Uma bem sucessida operação, uma rápida recuperação e longa vida", lê-se num comunicado divulgado na quinta-feira em Caracas, em que a MUD faz suas as palavras do vencedor das eleições primárias da oposição e candidato às presidenciais contra Hugo Chávez, Henrique Capriles Radonski.
No documento, a MUD sublinha que não é contra Hugo Chávez, mas antes contra "as políticas equivocadas, contrárias ao progresso que o país aspira".
Por outro lado, a coligação reitera a "exigência de transparência ao Governo nacional" ao informar sobre a saúde do Presidente, vincando que "os rumores que se expandem com facilidade, as especulações e as versões que circulam estão diretamente relacionadas com o secretismo, a ausência de informação precisa, clara e medicamente confiável".
"Dizer a verdade é um dever democrático para com o povo venezuelano. Um dever cujo grau é ainda maior quando se trata do estado de saúde de quem encabeça o governo e quem tem manifestado a sua candidatura para continuar nessa posição durante mais seis anos", afirma.
A MUD diz "ter respeitado sempre o que se refere à vida pessoal do Presidente da República" e insiste que "as perniciosas consequências da opacidade informativa se combatem com informação responsável, clara e oportuna".
Chávez anunciou na terça-feira que se deslocou a Havana no sábado para realizar exames médicos, tendo-lhe sido detetada "uma lesão" nova no mesmo sítio onde em junho de 2011 lhe foi extraído um tumor.
Hugo Chávez, 57 anos, foi operado de urgência em Cuba a 10 de junho de 2011 a um "abcesso pélvico".
A 01 de julho último, enviou uma mensagem ao país a revelar que tinha sido submetido a uma segunda operação durante a qual lhe foi extraído um tumor com células cancerígenas.
Desde então realizou quatro sessões de quimioterapia, uma delas no Hospital Militar de Caracas e as outras três na capital cubana.