Última Hora
"Carrossel do IVA". Operação da Procuradoria Europeia lança 250 buscas com mais de 40 mandados de detenção

Oposição timorense alerta para risco de corrupção após limitação de fiscalização da Câmara de Contas

Oposição timorense alerta para risco de corrupção após limitação de fiscalização da Câmara de Contas

Os partidos da oposição no Parlamento de Timor-Leste alertaram hoje para o risco de má gestão e corrupção, após ter sido aprovada uma alteração à lei que limita a fiscalização da Câmara de Contas.

Lusa / Adicionar como fonte informativa

O Parlamento timorense aprovou, na terça-feira, alterações à Lei da Orgânica da Câmara de Contas do Tribunal Superior Administrativo, Fiscal e de Contas, que aumenta para 25 milhões de dólares o valor a partir do qual é exigido a emissão de um visto prévio.

Até agora, a fiscalização e o visto prévio da Câmara de Contas era necessário para despesas no valor de cinco milhões de dólares.

A Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin) e o Partido da Liberação Popular (PLP), na oposição, consideraram, em comunicado, que a alteração "poderá aumentar o risco de execução de projetos sem o devido respeito pelos princípios da transparência e da responsabilização na gestão dos recursos públicos".

A oposição apelou à população para acompanhar a aplicação da nova lei, que pode "facilitar a realização de projetos estatais sem o cumprimento rigoroso dos procedimentos legais e administrativos, aumentando o risco de práticas de corrupção e de utilização indevida dos fundos públicos".

O Governo explicou que a alteração visa concentrar a intervenção da Câmara de Contas nos "contratos com efetivo impacto macro financeiro e patrimonial para o Estado, desburocratizando os procedimentos de menor dimensão".

A alteração permite igualmente libertar os recursos da "Câmara de Contas para o exercício mais profundo das suas competências de fiscalização".

O Governo salienta também que a experiência até agora demonstrou que o volume de processos submetidos a visto prévio gerou estrangulamentos significativos na atividade da administração pública, principalmente na execução do planeamento anual e no desenvolvimento de infraestruturas essenciais.

Tópicos
PUB