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Oscar Pistorius sai em liberdade condicional uma década após assassinar namorada

Oscar Pistorius sai em liberdade condicional uma década após assassinar namorada

Foi atribuída ao ex-campeão paraolímpico sul-africano Oscar Pistorius liberdade condicional, com efeitos a partir do próximo dia 5 de janeiro, dez anos depois de este ter assassinado a sua namorada, Reeva Steenkamp. A mãe da vítima já reagiu, dizendo-se "preocupada com a segurança de qualquer mulher" que agora entre em contacto com o assassino da filha.

RTP /
Na noite de 13 para 14 de fevereiro de 2013, o atleta paralímpico sul-africano baleou a namorada Reeva Steenkamp. Siphiwe Sibeko - Reuters

"O Departamento de Serviços Corretivos confirma a libertação condicional do senhor Oscar Leonard Carl Pistorius, a partir de 5 de janeiro de 2024", avançou a entidade em comunicado esta sexta-feira, após a decisão de uma comissão.

Oscar Pistorius, de 36 anos e amputado de ambas as pernas, era conhecido por "Blade Runner" devido às suas próteses de fibra de carbono. O crime que cometeu fez com que passasse de herói a assassino condenado.

Na noite de 13 para 14 de fevereiro de 2013, o atleta paralímpico sul-africano baleou a namorada Reeva Steenkamp, de 29 anos, através da porta da casa de banho, alegando julgar tratar-se de um ladrão, provocando-lhe a morte com quatro tiros.Pistorius foi condenado em segunda instância a 13 anos e cinco meses de prisão em novembro de 2017, sendo elegível desde julho de 2021.

A comissão que decidiu a libertação esteve reunida esta sexta-feira em Pretória, depois de ter analisado o comportamento do ex-atleta na detenção, o seu estado físico e mental, assim como o risco de reincidência.

O longo procedimento, que começou há mais de um ano, incluiu uma reunião no ano passado com os pais da vítima, a ex-modelo Reeva Steenkamp, que disseram terem ficado chocados com a ideia da libertação do assassino da sua filha.
Mãe da vítima fala em “enormes problemas de raiva” de Pistorius
Esta sexta-feira, a mãe de Steenkamp não se opôs à liberdade condicional mas, numa carta enviada ao estabelecimento prisional, disse ter dúvidas de que os "enormes problemas de raiva" de Pistorius tenham sido realmente resolvidos na prisão.

June Steenkamp escreveu ainda que está "preocupada com a segurança de qualquer mulher" que agora entre em contacto com o assassino da filha e disse ter recusado ir à audiência em que foi anunciada a liberdade condicional por “simplesmente não ter a energia para o enfrentar nesta altura”.

O pai de Reeva Steenkamp morreu no ano passado. “O meu querido Barry deixou este mundo completamente devastado pela ideia de não ter conseguido proteger a sua filha. A única esperança que ele tinha era que o Oscar acabasse por ter a coragem de contar toda a verdade”, lamentou June Steenkamp em comunicado.

Oscar Pistorius foi campeão paralímpico dos 200 metros em Atenas2004 e dos 100, 200 e 400 metros em Pequim2008. Foi ainda medalha de prata nos 200 metros de Londres2012 e bronze nos 100 metros de Atenas2004.

O atleta paralímpico sul-africano fez ainda história ao ser o primeiro amputado de ambas as pernas a correr em igualdade com atletas sem serem portadores de deficiência nos 400 metros dos Jogos Olímpicos Londres2012.

c/ agências
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