OSCE lamenta ausência de convite para observar intercalares
A Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) lamentou hoje não ter sido convidada pelos Estados Unidos para observar as eleições intercalares de novembro.
"Esta decisão não está em conformidade com os compromissos" assumidos pelos Estados Unidos enquanto Estado participante da OSCE, afirmou, em comunicado, o Gabinete para as Instituições Democráticas e os Direitos Humanos (ODIHR).
"Serão as primeiras eleições federais norte-americanas, desde o início das atividades de observação da OSCE no país, para as quais a organização não recebeu convite", acrescentou o organismo, com sede em Varsóvia.
Desde 2002, a OSCE observou 12 eleições federais nos Estados Unidos, incluindo seis eleições intercalares.
"Lamento profundamente a decisão tomada pelos Estados Unidos", afirmou o presidente da Assembleia Parlamentar da OSCE, Pere Joan Pons.
"Esta decisão marca um afastamento significativo de uma prática democrática bem estabelecida", acrescentou Pons.
As missões de observação eleitoral da OSCE são organizadas pelo ODIHR e pela Assembleia Parlamentar da organização, com sede em Copenhaga, que mobiliza deputados dos países participantes.
Os observadores dos dois organismos integram habitualmente missões internacionais conjuntas, que acompanham o processo eleitoral e publicam relatórios de avaliação sobre a realização das eleições.
A OSCE tem origem no processo de diálogo iniciado em 1975 para reduzir as tensões entre o Leste e o Oeste durante a Guerra Fria e reúne atualmente países da Europa, Ásia Central e América do Norte.
Em dezembro, os Estados Unidos exigiram que a organização reduzisse o orçamento anual em pelo menos 15 milhões de euros até ao final de 2026.
Washington defendeu igualmente que a OSCE deveria concentrar-se em "missões que apoiem a estabilidade e a paz", em vez de procurar a "transformação da vida política interna" dos países participantes.
Nas eleições intercalares, marcadas para 03 de novembro, são escolhidos os 435 lugares da Câmara dos Representantes, um terço dos 100 eleitos do Senado e 39 cargos de governador.