Mundo
Ossétia do Sul e Abecásia pedem formalmente a independência
As regiões separatistas da Ossétia do Sul e da Abecásia devem pedir hoje formalmente à Rússia e à comunidade internacional que reconheçam a sua independência. As autoridades destas duas regiões contam com a protecção russa para avançarem com as suas intenções de separação da Geórgia.
As duas regiões separatistas georgianas devem pedir solenemente hoje à Rússia assim como à comunidade internacional que reconheçam a sua independência, contando com a protecção do exército russo que se encontra presente no terreno após a vitória-relâmpago sobre as forças georgianas na Ossétia do Sul.
Os habitantes da Ossétia do Sul foram chamados ontem por altifalantes para dizerem sim à independência no dia de hoje na capital Tskhinvali, cidade onde o exército georgiano entrou na noite do passado dia 7 para tentarem retomar o controlo do território separatista.
Uma assembleia popular deverá realizar-se hoje para apoiar o pedido dirigido pelo presidente separatista Edouard Kokoïty à Rússia, também à CEI, a ex-URSS menos os países bálticos, e à comunidade internacional do reconhecimento da independência desta pequena região encravada nas montanhas vizinhas da Rússia.
Mais a oeste, junto ao mar Negro, outra região separatista pró-russa, na Abecásia, mais de um milhar de pessoas reuniu-se esta manhã com o mesmo objectivo de participar num congresso nacional.
Recorde-se que o presidente separatista da Abecásia, Sergueï Bagapch, pediu ontem, com base numa proposta aprovada no Parlamento, à Rússia e ao mundo que reconheçam a independência da república auto-proclamada da Abakhasia.
Para avançar com este pedido o presidente baseou-se na “nova agressão e o genocídio contra o povo da Ossétia do Sul” atribuídos à Geórgia e "a ameaça permanente de agressão georgiana" que acabou por chamar as forças armadas russas à Abakhasia.
Ontem a câmara alta do Parlamento russo anunciou que a partir de segunda-feira irá examinar em sessão extraordinária os pedidos de reconhecimento das duas regiões e o seu presidente, Sergueï Mironov, afirmou que o Senado estaria prestes “a reconhecer o estatuto de independência” da Abecásia e da Ossétia do Sul.
Por seu lado a câmara baixa (Duma) anunciou que poderá debater igualmente a partir de segunda-feira a independências daquelas duas regiões separatistas.
Após os líderes da Venezuela e da Bielorrússia, foi agora o presidente sírio, Bachar Al-Assad, a dar o seu apoio à operação militar russa na Geórgia num encontro que manteve hoje em Sotchi, no sul da Rússia, com o presidente Dmitri Medvedev.
Também o antigo ministro georgiano dos Negócios Estrangeiros, Salomé Zourabichvili, que se encontra agora na oposição, lançou um alerta para a “criação de um governo de união nacional” que considera necessário face à “extrema gravidade da situação que atravessa o país".
Entretanto, a decisão de Moscovo sobre um eventual reconhecimento da independência das duas regiões separatistas da Geórgia dependerá do eventual comportamento do presidente georgiano, Mikheïl Saakachvili, declarou já hoje o ministro russo dos negócios estrangeiros, Sergueï Lavrov.
Os habitantes da Ossétia do Sul foram chamados ontem por altifalantes para dizerem sim à independência no dia de hoje na capital Tskhinvali, cidade onde o exército georgiano entrou na noite do passado dia 7 para tentarem retomar o controlo do território separatista.
Uma assembleia popular deverá realizar-se hoje para apoiar o pedido dirigido pelo presidente separatista Edouard Kokoïty à Rússia, também à CEI, a ex-URSS menos os países bálticos, e à comunidade internacional do reconhecimento da independência desta pequena região encravada nas montanhas vizinhas da Rússia.
Mais a oeste, junto ao mar Negro, outra região separatista pró-russa, na Abecásia, mais de um milhar de pessoas reuniu-se esta manhã com o mesmo objectivo de participar num congresso nacional.
Recorde-se que o presidente separatista da Abecásia, Sergueï Bagapch, pediu ontem, com base numa proposta aprovada no Parlamento, à Rússia e ao mundo que reconheçam a independência da república auto-proclamada da Abakhasia.
Para avançar com este pedido o presidente baseou-se na “nova agressão e o genocídio contra o povo da Ossétia do Sul” atribuídos à Geórgia e "a ameaça permanente de agressão georgiana" que acabou por chamar as forças armadas russas à Abakhasia.
Ontem a câmara alta do Parlamento russo anunciou que a partir de segunda-feira irá examinar em sessão extraordinária os pedidos de reconhecimento das duas regiões e o seu presidente, Sergueï Mironov, afirmou que o Senado estaria prestes “a reconhecer o estatuto de independência” da Abecásia e da Ossétia do Sul.
Por seu lado a câmara baixa (Duma) anunciou que poderá debater igualmente a partir de segunda-feira a independências daquelas duas regiões separatistas.
Após os líderes da Venezuela e da Bielorrússia, foi agora o presidente sírio, Bachar Al-Assad, a dar o seu apoio à operação militar russa na Geórgia num encontro que manteve hoje em Sotchi, no sul da Rússia, com o presidente Dmitri Medvedev.
Também o antigo ministro georgiano dos Negócios Estrangeiros, Salomé Zourabichvili, que se encontra agora na oposição, lançou um alerta para a “criação de um governo de união nacional” que considera necessário face à “extrema gravidade da situação que atravessa o país".
Entretanto, a decisão de Moscovo sobre um eventual reconhecimento da independência das duas regiões separatistas da Geórgia dependerá do eventual comportamento do presidente georgiano, Mikheïl Saakachvili, declarou já hoje o ministro russo dos negócios estrangeiros, Sergueï Lavrov.