Mundo
Otimismo marca primeiro discurso do Estado da União de Donald Trump
Numa hora e vinte minutos, Donald Trump proclamou um novo "momento americano", enalteceu a recuperação económica alcançada sob a sua batuta, estendeu "uma mão aberta" aos democratas e republicanos para trabalharem juntos e justificou novos investimentos na Defesa.
No seu primeiro discurso do Estado da União - um dos mais longos da história - Trump tentou reverter a taxa de aprovação mais baixa de sempre de um Presidente no primeiro ano da sua Administração na história da Gallup: apenas 38 por cento.
Perante o Congresso, o Presidente norte-americano voltou a anunciar esta madrugada que "nunca houve um tempo tão bom para começar a viver o sonho americano".
Sob a sua Administração, afirmou, foram criados 2.4 milhões de empregos e a taxa de desemprego está ao nível mais baixo dos últimos 45 anos.
Mensagens já parcialmente ensaiadas em Davos.
Durante os 10 minutos dedicados a falar da economia americana, Trump voltou a mencionar planos para investir na reconstrução das estradas americanas e outras infraestruturas, embora sem oferecer muitos detalhes.
Apelo à União
Este foi ainda o momento escolhido pelo Presidente para se propor colaborar com todos, para o bem comum, pedindo para se unirem como "uma equipa, um povo e uma família americana".
"Esta noite estendo uma mão aberta para trabalhar com os membros de ambos os partidos, democratas e republicanos, para proteger os nossos cidadãos, de todas as proveniências, cores e credos", afirmou.
Exemplo dessa colaboração, o trabalho feito com representantes de ambos os partidos na elaboração de uma nova lei da imigração. Que pretende substituir uma legislação que Trump considera obsoleta e dar primazia àqueles que podem contribuir para a economia e auto-sustentar-se.
Trump falou em quatro pilares: a intenção de que 1,8 milhões de imigrantes ilegais que foram levados para os EUA pelos seus pais possam ter nacionalidade norte-americana; a construção de um muro na fronteira com o México; o fim dos vistos atribuídos num sistema de lotaria e a colocação de restrições ao número de familiares que podem juntar-se a um imigrante.
O resultado, disse Trump, foi um "compromisso justo".
Apesar do otimismo do Presidente, alguns democratas exprimiram o seu desagrado com apupos quando Trump afirmou a necessidade de diminuir os apoios dados aos imigrantes legais que queiram trazer familiares para os Estados Unidos. E a insistência num muro com o México, entre outras concessões, mantém várias incógnitas sobre o novo pacote legislativo sobre a imigração.
A "mão aberta" deparou igualmente com rostos democratas carrancudos, particularmente de congressistas negros, quando o Presidente se congratulou com o facto da taxa de desemprego entre a população afro-americana estar num nível historicamente baixo.
Investimentos na Defesa
Outro grande eixo do discurso sobre o Estado da União foi dedicado à defesa e à política externa.
Trump anunciou que a prisão de Guantanamo vai permanecer aberta - revertendo uma diretiva de Obama para encerrar o campo de detenção naquela base americana - e planos para modernizar o arsenal nuclear.
Denunciou as potências rivais, "China e Rússia, que desafiam os nossos interesses, a nossa economia, os nossos valores" e outros "perigos terríveis", como "regimes rebeldes" e grupos "terroristas", para justificar plenos investimentos militares, já que "sabemos que a fraqueza é o caminho mais seguro para o conflito".
Por isso, "um poderio sem rival" garante "a mais verdadeira e poderosa defesa".
Trump apontou o dedo a Cuba, Venezuela, Irão e Coreia do Norte e acusou as anteriores administrações de terem criado a atual tensão, que considera perigosa. Chamou mesmo "depravado" ao líder norte-coreano Kim Jong Un.
O mais seguido de sempre
O Presidente deixou de lado, cuidadosamente, o tema sensível das investigações em curso sobre o alegado conluio com a Rússia e ingerência de Moscovo nas eleições americanas.
E a sua retórica patriótica, entendida por muitos democratas como populismo nacionalista, poderá levar não à união mas à divisão, de acordo com alguns analistas.
O primeiro discurso do Estado da União de Donald Trump foi o mais seguido de sempre na história dos Estados Unidos.
Só na rede social Twitter teve 4,5 milhões de mensagens com a hashtag #SOTU, sigla em inglês do nome do discurso ("State of the Union"), e #JointSession, designação de "sessão conjunta", numa referência à reunião da Câmara dos Representantes e do Senado para ouvir o presidente dos EUA.
A mensagem mais replicada foi a que continha a ligação para ver, em direto, o discurso, afirmou ainda a empresa, onde o Presidente é presença assídua. O próprio Donald Trump convidou os seus seguidores a ouvi-lo perante o Congresso.
"Junte-se a mim ao vivo para o #SOTU", disse Trump pouco tempo antes de começar a sua alocação.
C/Lusa
Perante o Congresso, o Presidente norte-americano voltou a anunciar esta madrugada que "nunca houve um tempo tão bom para começar a viver o sonho americano".
Sob a sua Administração, afirmou, foram criados 2.4 milhões de empregos e a taxa de desemprego está ao nível mais baixo dos últimos 45 anos.
Mensagens já parcialmente ensaiadas em Davos.
Durante os 10 minutos dedicados a falar da economia americana, Trump voltou a mencionar planos para investir na reconstrução das estradas americanas e outras infraestruturas, embora sem oferecer muitos detalhes.
Apelo à União
Este foi ainda o momento escolhido pelo Presidente para se propor colaborar com todos, para o bem comum, pedindo para se unirem como "uma equipa, um povo e uma família americana".
"Esta noite estendo uma mão aberta para trabalhar com os membros de ambos os partidos, democratas e republicanos, para proteger os nossos cidadãos, de todas as proveniências, cores e credos", afirmou.
Exemplo dessa colaboração, o trabalho feito com representantes de ambos os partidos na elaboração de uma nova lei da imigração. Que pretende substituir uma legislação que Trump considera obsoleta e dar primazia àqueles que podem contribuir para a economia e auto-sustentar-se.
Trump falou em quatro pilares: a intenção de que 1,8 milhões de imigrantes ilegais que foram levados para os EUA pelos seus pais possam ter nacionalidade norte-americana; a construção de um muro na fronteira com o México; o fim dos vistos atribuídos num sistema de lotaria e a colocação de restrições ao número de familiares que podem juntar-se a um imigrante.
O resultado, disse Trump, foi um "compromisso justo".
Apesar do otimismo do Presidente, alguns democratas exprimiram o seu desagrado com apupos quando Trump afirmou a necessidade de diminuir os apoios dados aos imigrantes legais que queiram trazer familiares para os Estados Unidos. E a insistência num muro com o México, entre outras concessões, mantém várias incógnitas sobre o novo pacote legislativo sobre a imigração.
A "mão aberta" deparou igualmente com rostos democratas carrancudos, particularmente de congressistas negros, quando o Presidente se congratulou com o facto da taxa de desemprego entre a população afro-americana estar num nível historicamente baixo.
Investimentos na Defesa
Outro grande eixo do discurso sobre o Estado da União foi dedicado à defesa e à política externa.
Trump anunciou que a prisão de Guantanamo vai permanecer aberta - revertendo uma diretiva de Obama para encerrar o campo de detenção naquela base americana - e planos para modernizar o arsenal nuclear.
Denunciou as potências rivais, "China e Rússia, que desafiam os nossos interesses, a nossa economia, os nossos valores" e outros "perigos terríveis", como "regimes rebeldes" e grupos "terroristas", para justificar plenos investimentos militares, já que "sabemos que a fraqueza é o caminho mais seguro para o conflito".
Por isso, "um poderio sem rival" garante "a mais verdadeira e poderosa defesa".
Trump apontou o dedo a Cuba, Venezuela, Irão e Coreia do Norte e acusou as anteriores administrações de terem criado a atual tensão, que considera perigosa. Chamou mesmo "depravado" ao líder norte-coreano Kim Jong Un.
O mais seguido de sempre
O Presidente deixou de lado, cuidadosamente, o tema sensível das investigações em curso sobre o alegado conluio com a Rússia e ingerência de Moscovo nas eleições americanas.
E a sua retórica patriótica, entendida por muitos democratas como populismo nacionalista, poderá levar não à união mas à divisão, de acordo com alguns analistas.
O primeiro discurso do Estado da União de Donald Trump foi o mais seguido de sempre na história dos Estados Unidos.
Só na rede social Twitter teve 4,5 milhões de mensagens com a hashtag #SOTU, sigla em inglês do nome do discurso ("State of the Union"), e #JointSession, designação de "sessão conjunta", numa referência à reunião da Câmara dos Representantes e do Senado para ouvir o presidente dos EUA.
A mensagem mais replicada foi a que continha a ligação para ver, em direto, o discurso, afirmou ainda a empresa, onde o Presidente é presença assídua. O próprio Donald Trump convidou os seus seguidores a ouvi-lo perante o Congresso.
"Junte-se a mim ao vivo para o #SOTU", disse Trump pouco tempo antes de começar a sua alocação.
C/Lusa