Países da Convenção de Basileia proíbem exportação de resíduos perigosos
Cartagena, Colômbia, 22 out (Lusa) - Mais de 170 países membros da Convenção de Basileia decidiram, na 10ª Conferência das Partes na Convenção de Basileia (COP 10), proibir a exportação de resíduos perigosos, em particular para os países em desenvolvimento, para o seu tratamento e eliminação.
Aos países que já tinham apoiado a restrição dos movimentos transfronteiriços destes resíduos, somaram-se 51 nações na sexta-feira, o último dia da conferência iniciada na segunda-feira.
Para que a medida entre em vigor é ainda necessário o apoio de mais 17 nações.
"Finalmente temos um acordo internacional para proibir o comércio de detritos perigosos de países desenvolvidos para países em vias de desenvolvimento, sejam eletrónicos ou de qualquer outro tipo", disse à EFE o diretor executivo da Rede de Ação da Basileia, Jim Puckett.
O responsável considerou o acordo como "um grande feito" para a "justiça ambiental e global".
A alteração, acordada em 1995, foi durante anos contestada por alguns países que se opunham à sua entrada em vigor.
"Na Europa já foi aprovado que era ilegal exportar resíduos perigosos para os países em vias de desenvolvimento (...). O problema é que alguns países não tomaram a mesma decisão da União Europeia, não proibindo este comércio, como a Austrália, Canadá e Japão, mas hoje em dia têm de o fazer", comentou Puckett.