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Pandora Papers. CIJ revela nomes de líderes mundiais que esconderam fortunas ao fisco
A investigação do Consórcio Internacional de Jornalistas menciona 14 nomes de líderes mundiais no ativo e os de outros 21 que já não estão no poder. Todos esconderam fortunas de milhares de milhões de dólares para não pagar impostos, acusam.
Segundo o jornal Expresso, que faz parte do consórcio, há três portugueses mencionados: os antigos ministros Nuno Morais Sarmento e Manuel Pinho e o advogado e antigo deputado socialista Vitalino Canas.
A investigação revelou mais de 29 mil sociedades offshore usadas para dissimular as fortunas encaminhadas pelos referidos lideres de Governo e de Estados.
O Rei Abdallah II da Jordânia criou sozinho pelo menos 30 sociedades offshore, em paises ou territórios livres de taxas, através das quais adquiriu 14 propriedades de luxo nos Estados Unidos e no Reino Unido, por mais de 106 milhões de dólares.
Já Babis colocou 22 milhões de dólares em sociedades fachada que serviram a financiar a compra do castelo Bigaud, uma grande propriedade situada no sul de França, na Riviera francesa.
Guillermo Lasso, presidente do Equador, colocou fundos em duas sociedades no Dakota do Sul, Estados Unidos.
No total a investigação do CIJ revela os laços estabelecidos entre os ativos offshore e 336 lideres políticos e funcionários públicos, de 91 países e territórios, entre os quais Portugal, os quais criaram mais de 1000 sociedades, dois terços dos quais nas Ilhas Virgens britânicas.
"Feliz coincidência"
A investigação revela ainda novos detalhes sobre importantes doadores estrangeiros do Partido Conservador do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, e detalha atividades financeiras questionáveis do "ministro oficioso de propaganda" do Presidente russo, Vladimir Putin.
O círculo próximo do primeiro-ministro do Paquistão, Imran Khan, é denunciado por ter escondido milhões de dólares em empresas e entidades externas.
Também o Presidente queniano, Uhuru Kenyatta, e seis membros da sua família são denunciados por deterem, em segredo, pelo menos 11 empresas no estrangeiro, uma das quais avaliada em 30 milhões de dólares. A cantora colombiana Shakira, a modelo alema Claudia Schiffer e a lenda indiana do cricket Sachin Tendulkar integram igualmente alista de personalidades referida nos Pandora Papers.
A Transparência Internacional Portugal considerou uma "feliz coincidência" que a investigação sobre paraísos fiscais Pandora Papers tenha sido divulgada poucos dias depois da fuga da justiça do antigo presidente do BPP João Rendeiro, "que tinha offshores em seu nome".
"É uma feliz coincidência que os `Pandora Papers` tenham rebentado poucos dias depois de sabermos, por exemplo, que João Rendeiro fugiu da justiça e que era sabido que tinha `offshores` em seu nome. Isto prova que a questão dos offshores continua a ser preocupante, e que permite a criminosos e a corruptos conseguirem esconder os seus ativos, e, quando precisam, fazerem uso disso para se protegerem e para manterem os seus estilos de vida como se nada fosse", afirmou a presidente da direção daquela associação, Susana Coroado, em declarações à Lusa.
O círculo próximo do primeiro-ministro do Paquistão, Imran Khan, é denunciado por ter escondido milhões de dólares em empresas e entidades externas.
Também o Presidente queniano, Uhuru Kenyatta, e seis membros da sua família são denunciados por deterem, em segredo, pelo menos 11 empresas no estrangeiro, uma das quais avaliada em 30 milhões de dólares. A cantora colombiana Shakira, a modelo alema Claudia Schiffer e a lenda indiana do cricket Sachin Tendulkar integram igualmente alista de personalidades referida nos Pandora Papers.
A Transparência Internacional Portugal considerou uma "feliz coincidência" que a investigação sobre paraísos fiscais Pandora Papers tenha sido divulgada poucos dias depois da fuga da justiça do antigo presidente do BPP João Rendeiro, "que tinha offshores em seu nome".
"É uma feliz coincidência que os `Pandora Papers` tenham rebentado poucos dias depois de sabermos, por exemplo, que João Rendeiro fugiu da justiça e que era sabido que tinha `offshores` em seu nome. Isto prova que a questão dos offshores continua a ser preocupante, e que permite a criminosos e a corruptos conseguirem esconder os seus ativos, e, quando precisam, fazerem uso disso para se protegerem e para manterem os seus estilos de vida como se nada fosse", afirmou a presidente da direção daquela associação, Susana Coroado, em declarações à Lusa.