Papa condena nazismo
O Papa Bento XVI condenou o nazismo, classificando-o como uma "ideologia racista demente de matriz neopagã" e alertou para a "emergência de novos sinais de anti- semitismo", durante a sua visita à sinagoga de Colónia, na Alemanha.
"No século XX, no tempo mais obscuro na história alemã e europeia, uma ideologia racista demencial, de matiz neopagã, esteve na origem da tentativa, planeada e realizada sistematicamente pelo regime, de exterminar o judaísmo europeu", afirmou o Papa perante os líderes religiosos judeus de Colónia.
Bento XVI advertiu ainda para o surgimento de "novos sinais de anti-semitismo" e de "hostilidade generalizada contra os estrangeiros".
Considerando que este é um "motivo de preocupação", o Papa destacou que a "Igreja se compromete a lutar pela tolerância, pelo respeito, a amizade e a paz entre todos os povos, culturas e religiões".
Bento XVI afirmou que as actuais gerações não conheceram os acontecimentos ocorridos antes e durante a II Guerra Mundial, em referência ao nazismo e ao holocausto, sublinhando que a Igreja Católica tem a obrigação de transmitir os valores para que acontecimentos deste tipo não se repitam.
O Papa pediu ainda a judeus e cristãos uma actuação conjunta para que "nunca mais as forças do mal cheguem ao poder" e para que as gerações futuras "possam construir um mundo mais justo e mais pacífico" no qual todos os cidadãos tenham os mesmos direitos.
Bento XVI chegou quinta-feira à Alemanha, sua terra natal, naquela que é a primeira viagem oficial, tendo previsto participar nas Jornadas Mundiais da Juventude, em Colónia.