Papa diz que Igreja necessita de "renovação espiritual" para não se transformar numa ONG

Na sua primeira missa celebrada no Vaticano, o Papa Francisco alertou para a necessidade de renovação espiritual da Igreja Católica, que não pode, disse, "transformar-se numa organização não-governamental".

Rosário Lira, Roma /
Para qualificar essa "organização não-governamental", o novo Papa usou o adjetivo italiano pietosa, dando azo a alguma ambiguidade.

Numa tradução linear, pietosa quer dizer "piedosa, caridosa, compassiva", mas, num sentido mais figurado, alude a "patética", adjetivo que foi utilizado nas primeiras notícias, em Francês e Inglês, sobre as declarações do Papa Francisco, ex-arcebispo de Buenos Aires.

Numa curta homilia de dez minutos na Capela Sistina perante os 114 cardeais, Francisco alertou para os riscos da inação da Igreja, sublinhando que é preciso "caminhar, construir e confessar". E lembrou: "Se não rezarmos a Deus, estamos a rezar ao Diabo".

Jorge Mario Bergoglio, jesuíta, 76 anos, foi eleito papa na quarta-feira pelos cardeais reunidos em Roma, assumindo o nome de Francisco. Primeiro papa oriundo da América Latina, Francisco sucede a Bento XVI e é o 266.º Sumo Pontífice da Igreja Católica.

O Papa vai saudar esta sexta-feira todos os cardeais e no sábado fará o mesmo com a imprensa que acompanhou o conclave. No domingo, recitará o primeiro Angelus, mas a missa de início do pontificado está marcada para terça-feira, dia de São José, patrono da Igreja, às 9h30 (hora de Lisboa).

(Com Lusa)
PUB