Paquistão sobe para oito número de mortos após ataque da Índia
Os ataques da Índia com mísseis contra o Paquistão causaram oito mortos, 35 feridos e dois desaparecidos, de acordo com o mais recente balanço das autoridades paquistanesas, que responderam com ataques de artilharia contra território indiano.
O porta-voz do exército paquistanês, o tenente-general Ahmed Chaudhry, indicou, no mais recente balanço, que oito civis morreram em "24 ataques" do exército indiano em "seis locais" no Paquistão.
A mesma fonte citada pela agência France-Presse (AFP) acrescentou que 35 paquistaneses também ficaram feridos e outros dois estão desaparecidos, detalhando que "uma menina de três anos" foi morta numa mesquita em Bahawalpur, no Punjab, no Paquistão.
Antes, o ministro da Defesa paquistanês, Khawaja Asif, tinha reportado a morte de três civis, incluindo uma criança, após os ataques aéreos da Índia contra o Paquistão durante a madrugada de hoje (quarta-feira, hora local).
Ouviram-se grandes explosões nos arredores de Srinagar, a maior cidade de Caxemira administrada pela Índia, não muito longe do quartel-general do exército indiano na região, observaram os jornalistas da AFP.
Antes, ocorreram fortes explosões em pelo menos cinco zonas do Paquistão - na Caxemira e no Punjab, que faz fronteira com a Índia.
A Índia disse que "atingiu a infraestrutura terrorista no Paquistão (...) a partir da qual foram organizados e direcionados os ataques terroristas contra a Índia".
Esta nova escalada entre os dois vizinhos, rivais desde a penosa divisão em 1947, foi desencadeada por um ataque que causou choque na Índia.
A 22 de abril, homens armados mataram a tiro 26 homens na Caxemira administrada pela Índia. Imediatamente após este ataque, que nunca foi reivindicado, Nova Deli acusou Islamabade. O Paquistão, no entanto, nega-o.
Reações de Guterres e Trump
"O mundo não se pode dar ao luxo de um confronto militar" entre a Índia e o Paquistão, alertou o secretário-geral da ONU, António Guterres enquanto os dois vizinhos têm vindo constantemente a afirmar o seu "direito de se defender" há duas semanas.
Já o presidente norte-americano, Donald Trump, disse esperar que os confrontos entre a Índia e o Paquistão "terminem muito rapidamente".