Paris. Acampamento de mais de 200 migrantes evacuado

Mais de 200 pessoas foram alojadas, depois de terem acampado no início de agosto em frente à Câmara Municipal de Paris, no centro da capital, anunciaram as autoridades francesas esta terça-feira. Maioritariamente oriundos da África Ocidental, os migrantes "foram encaminhados para uma estrutura de acolhimento temporária na região da Ilha de França", informaram em comunicado.

Rachel Mestre Mesquita - RTP /
Acampamento de migrantes, que reclamam por condições de vida e exigem alojamento, em frente à Câmara Municipal de Paris, França, 25 de junho de 2021. Gonzalo Fuentes - Reuters

Desde o início de agosto, que cerca de 226 migrantes que vivem em situação de habitação precária ou que foram recentemente despejados, instalaram tendas em frente à Câmara Municipal de Paris com o objetivo de acelerar algum tipo de ação das autoridades. A iniciativa foi liderada pela associação humanitária Utopia 56.


"Foram necessárias três longas semanas de manifestações, o cansaço das pessoas envolvidas e o apoio dos media para que conseguissem o que está consagrado na lei: alojamento para todos" revelou a associação na sua conta da rede social X, antigo Twitter, esta terça-feira.

As dezenas de famílias acampadas na praça à frente do edifício da Câmara – maioritariamente provenientes da Guiné, da Costa do Marfim e do Mali – foram evacuadas, esta terça-feira, para estruturas de acolhimento temporário com apoio social e sanitário “em função da sua situação e com o seu acordo”, lia-se no comunicado.

Será efetuada posteriormente uma avaliação da sua situação administrativa em relação ao direito de permanência no país, acrescentaram.

De acordo com o comunicado de imprensa, esta foi a 24ª operação de desmantelamento de acampamentos de migrantes na região de Paris desde o início do ano, tendo sido alojadas 3 783 pessoas durante este período.

Na segunda-feira, a Câmara Municipal de Paris tinha pedido alojamento de emergência para estas pessoas e convocado uma operação para abrigar as famílias acampadas no local.

c/AFP
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