Paris: uma cidade que chora de terror

Pelo menos 120 pessoas foram mortas, esta sexta-feira, 13, em vários ataques, em Paris. A Antena 1 dedica um especial informação dedicado ao forte atentado terrorista que a cidade Paris foi sujeita.

Eduarda Maio /

Foto: Christian Hartmann

Estavam cerca de 1500 pessoas que assistiam numa sala de espectáculos – Bataclan - a um concerto de uma banda norte-americana quando foram surpreendidas por dois elementos armados.

As primeiras notícias de um presumível atentado surgiram por volta das 22h20, hora francesa (21:20 em Lisboa), verificando-se mais tarde a confirmação de 80 mortos e centenas de feridos neste local de espectáculos.

Para além do Bataclan, outra explosões foram ouvidas junto ao Estádio de França, onde decorria um jogo de futebol entre as seleções francesa e alemã bem como um ataque com armas de fogo num restaurante.

Mais tarde por volta da 01h30 deste sábado (00h30 em Lisboa), o número de mortos avançado pelas autoridades ultrapassava já uma centena, tendo a maioria morrido num ataque à sala de espetáculos Bataclan.

À hora dos ataques estavam cerca de 1.500 pessoas a assistir a um concerto dos norte-americanos Eagles of Death Metal que foi interrompido por elementos armados tendo feito vários mortos e reféns.

Um atentado que terminou com um assalto policial durante o qual foi morto um dos quatro presumíveis terroristas, três dos quais morreram ao detonar um cinto de explosivos que transportavam.

Os ataques registados em Paris foram conduzidos em sete pontos diferentes da cidade, segundo fonte próxima do inquérito, citada pela Agência France Presse.

Os sete locais onde se deram os ataques são: Estádio de França, na Gare Du Nord, no restaurante Petit Cambodge, no bar Le Carrilon, no Bataclan Concert Hall, no Belle Equipe Bar, em Les Halle.

O presidente francês, que na altura dos primeiros relatos estava no Estádio de França, anunciou pelas 00:00 locais (23:00 em Lisboa) que decretou o estado de emergência no país e o encerramento das fronteiras na sequência de "ataques terroristas sem precedentes".

Em conversa com a jornalista Eduarda Maio, no especial informativo da Antena 1, o embaixador francês, em Portugal, Jean-François Blarel, refere que estão a seguir os acontecimentos em Paris com muita atenção e consternação.

Jean-François Blarel diz que o país agora está virado para combater uma ameaça excepcional e uma situação de guerra, como François Hollande referiu no seu discurso à nação.

Quanto à passividade da União Europeia, o embaixador francês é da opinião que a união apoia a posição francesa e sente que a França é um país vulnerável devido a forte luta contra o terrorismo internacional.

Daniel Ribeiro correspondente em Paris do jornal Expresso vive a cinco minutos dos locais onde decorreram os atentados.

O jornalista descreve que estava numa esplanada quando os restaurantes foram fechados.

“Havia um pânico fortíssimo, ouviam-se uns tiros mas não se adivinhava que iria ser uma tragédia com um número tão elevado de mortos”, explica à jornalista Eduarda Maio.

O jornalista confrontado pelas forças policiais no sentido de um “recolher obrigatório” ainda se identificou mas de nada serviu e foi obrigado a abandonar o local.

“Ontem à noite tive medo. Com uma arma disse-me volte para casa. Todas as sombras e pessoas que circulam à uma da manhã eram uma ameaça.”

Seixas da Costa, foi o embaixador em Paris até 2013 e explica que os franceses são emotivos e são a pátria das liberdades e sabe viver um sofrimento.

“A França tem um problema dentro de si. A França não consegui resolver de forma satisfatória a integração das comunidades estrangeiras, principalmente das comunidades magrebinas e isto é uma segunda geração de franceses, que têm nacionalidade francesa mas que cuja a pátria está fora, está no Estado Islâmico e a sua relação efectiva não está em França.”

Bernardino Pires de Lima, comentador da Antena 1 em assuntos internacionais pensa que os partidos políticos, quer da esquerda, quer da direita, sobre os quadros legais sobre a circulação de elementos dentro da europa.

O comentador estranha também a ausência de uma reacção por parte da União mas o comentador acredita que as autoridades estão a atuar e se alguns elementos conseguem chegar às vias de facto, Bernardino Pires de Lima acredita que 99 por cento dos presumíveis atentados são neutralizados à cabeça.

O balanço destes atentados às 12h59m, deste sábado 14 de novembro, resulta para já na detenção de um elemento na Alemanha por suspeita de ligação aos atentados em Paris. A confirmação de uma vítima mortal de nacionalidade portuguesa e de dois belgas.

Para já o número oficial de vítimas mantem-se nos 128 mortos e centenas de feridos.

(Eduarda Maio com Nuno Patrício)
PUB