Parlamento angolano aprova criação de duas novas áreas de conservação

Parlamento angolano aprova criação de duas novas áreas de conservação

O parlamento angolano aprovou hoje, por unanimidade, as leis que elevam a Serra do Pingano e o Morro do Moco ao estatuto de áreas de conservação, com o objetivo de proteger a biodiversidade e preservar ecossistemas únicos destas regiões.

Lusa /

Segundo a Assembleia Nacional de Angola, as duas zonas passam a ter estatuto de conservação ambiental por serem ricas em biodiversidade, ecossistemas e recursos naturais, servindo de habitat a espécies raras e endémicas da floresta húmida tropical angolana.

A criação destas áreas visa assegurar a adoção de medidas de preservação ambiental, garantir o equilíbrio ecológico e promover a exploração racional dos recursos naturais, salvaguardando os princípios do desenvolvimento sustentável e o direito a um ambiente saudável.

O Morro do Moco, na província do Huambo, é a montanha mais alta de Angola, com cerca de 2.620 metros, e constitui um dos mais importantes refúgios de biodiversidade do país, albergando espécies raras e endémicas, sobretudo aves associadas às florestas afro-montanas, um ecossistema extremamente ameaçado.

Também a Serra do Pingano, no Uíge, integra a floresta húmida tropical e é considerada uma zona crítica de conservação, servindo de habitat a diversas espécies endémicas e desempenhando um papel essencial na preservação dos ecossistemas florestais do norte de Angola.

Com a elevação destas duas zonas, Angola reforça a sua rede de áreas protegidas, que inclui actualmente cerca de 14 parques nacionais e várias reservas naturais e integrais, abrangendo aproximadamente 12% do território nacional.

 

 

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