Parlamento debate entrada de Suécia e Finlândia na NATO

A Assembleia da República debate, esta sexta-feira, as propostas de resolução do Governo que visam a ratificação da adesão da Suécia e Finlândia à NATO, já aprovadas por vários Estados-membros.

RTP /
Rafael Marchante - Reuters

O PS e a direita e o Livre vão votar a favor. Já a esquerda está dividida sobre a adesão dos dois países nórdicos à Aliança Atlântica.

As propostas de resolução do Governo sobre o tema – aprovadas em Conselho de Ministros a 14 de julho – deram entrada na Assembleia da República a 19 do mesmo mês, tendo sido remetidas às comissões parlamentares de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas e à da Defesa Nacional.

Os pedidos de Suécia e Finlândia ocorreram em julho passado, após a invasão russa da Ucrânia, a 24 de fevereiro deste ano, e devem ser votados nos parlamentos de todos os Estados-membros da NATO.

Atualmente, a Aliança Atlântica conta com 30 países, podendo chegar aos 32, caso Suécia e Finlândia sejam aprovados.

Até agora, 26 países membros da NATO já ratificaram a adesão da Suécia e da Finlândia à NATO. Além de Portugal, resta a ratificação de mais três países: Hungria, Eslováquia e Turquia. Parlamento Espanhol aprovou por maioria

O parlamento espanhol aprovou ontem por grande maioria os pedidos de adesão da Suécia e da Finlândia à NATO.

Em plenário, os parlamentares ratificaram por 290 votos a favor, 47 abstenções e 11 votos contra os protocolos de adesão dos dois países nórdicos.

Votaram a favor da expansão da NATO, justificando os benefícios de pertencer à aliança militar intergovernamental, os partidos PSOE, PP, Vox, Ciudadanos, PNV e outras formações, como o PDeCAT e o JxCAT.

Forças políticas como ERC, EH Bildu, Más País ou Compromís, abstiveram-se, em conjunto com o Podemos, devido às posições claras conta a NATO, mas argumentando que não podem votar contra as decisões soberanas da Suécia e da Finlândia.

No entanto, os deputados da IU, como o ex-secretário de Estado para a Agenda 2030 e atual líder do PCE, Enrique Santiago, votaram contra, juntamente com o BNG e a Copa.

c/Agências
Tópicos
PUB