Partido Comunista Chinês ultrapassa 101 milhões de membros antes do 105.º aniversário
O Partido Comunista Chinês (PCC) contabilizava 101,28 milhões de membros no final de 2025, mais 1% do que um ano antes, segundo dados divulgados hoje, na véspera do 105.º aniversário da fundação da organização.
De acordo com um relatório publicado pelo Departamento de Organização do Comité Central do partido, 31,91 milhões de militantes eram mulheres, o equivalente a 31,5% do total, enquanto 7,87 milhões pertenciam a minorias étnicas, representando 7,8%.
O documento indica ainda que 59,76 milhões de membros, ou 59% do total, possuíam formação superior.
Por faixas etárias, o maior grupo continuava a ser o dos militantes com 61 ou mais anos, com 29,91 milhões de membros, seguido pelos que tinham entre 36 e 40 anos, com 12,19 milhões, e pelos que tinham até 30 anos, com 12,09 milhões.
O PCC admitiu em 2025 cerca de 2,08 milhões de novos membros, dos quais 1,75 milhões, ou 84%, tinham 35 anos ou menos.
Fundado em 1921 e no poder desde a proclamação da República Popular da China, em 1949, o partido assinala na quarta-feira o 105.º aniversário, num contexto marcado pela crescente centralização do poder em torno do Presidente chinês e secretário-geral do PCC, Xi Jinping.
Sob a liderança de Xi, o partido reforçou o controlo sobre as instituições do Estado, as Forças Armadas e o setor privado, num processo que incluiu a eliminação, em 2018, do limite constitucional de dois mandatos presidenciais, a obtenção de um terceiro mandato como secretário-geral do PCC, em 2022, e a recondução na Presidência da China, em 2023.
Xi, que também preside à Comissão Militar Central, o principal órgão dirigente das Forças Armadas chinesas, elevou o seu pensamento político a orientação ideológica central do partido, enquanto o PCC consolidou um modelo em que a autoridade se concentra cada vez mais na direção da organização e na figura do líder.
Este processo foi acompanhado por uma intensa campanha de disciplina interna e combate à corrupção, que serviu simultaneamente para afastar quadros do partido e consolidar a liderança de Xi.
O aniversário coincide ainda com um período de desafios para a China, marcado pelo abrandamento económico, pelo agravamento das tensões com o Ocidente e pela situação em torno de Taiwan, fatores que levaram o partido a reforçar o discurso sobre estabilidade política e disciplina interna.