Partidos que comandam ministérios no Governo Lula declaram apoio a Flávio Bolsonaro

Partidos que comandam ministérios no Governo Lula declaram apoio a Flávio Bolsonaro

O União Brasil e o Partido Progressistas (PP), dois movimentos de centro que comandam ministérios no Governo do Presidente, Lula da Silva, anunciaram apoio na terça-feira ao candidato presidencial Flávio Bolsonaro, do PL.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Foto: Sérgio Lima - AFP

"Nosso posicionamento é de contrapor a repetição de velhas práticas políticas e fórmulas económicas comprovadamente ultrapassadas. Respeitamos a história, mas o compromisso da federação União Progressista é com o futuro dos brasileiros e brasileiras", informa o comunicado.

A mensagem, assinada pelos presidentes dos dois partidos, Ciro Nogueira (PP) e Antonio Rueda (União), afirmam que a decisão atende ao programa da coligação

"Flávio Bolsonaro reúne o perfil de quem quer avançar de verdade com o compromisso de modernizar a gestão, implementar propostas realistas para melhorar a vida da população, equilibrar as forças políticas e reorganizar a economia do Brasil", realça o texto.

União e PP integram uma coligação informal de partidos chamado "Centrão", um conjunto de movimentos sem base ideológica definida que compõe qualquer base de governo em troca de ministérios, cargos e influência política.

Como no seu terceiro mandato Lula da Silva não tinha uma base sólida no Congresso Nacional, em troca de governabilidade com o Congresso Nacional, cedeu comando de ministérios ao PP e União Brasil.

Atualmente, o ministério do Desporto é comandado pelo PP, enquanto o União Brasil tem duas pastas: Comunicações e Desenvolvimento Regional.

O filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro foi o vencedor na primeira volta das presidenciais, no último domingo, com pouco mais de 2 milhões de votos do que Lula da Silva. Flávio registou 47,03% dos votos válidos contra 45,16% de Lula.

Antes do anúncio esta terça-feira do União Brasil e do PP, Flávio Bolsonaro recebeu apoio do político conservador e candidato presidencial Ronaldo Caiado, do PSD, que obteve 2,18% de votos válidos e ficou em quinto lugar.

Mas esse foi também o segundo apoio formal que Flávio recebeu de um presidenciável, tendo o primeiro sido de Romeu Zema, do NOVO, que apenas obteve 0,27% dos votos escrutinados, ou seja, pouco mais de 326 mil boletins válidos.

De igual forma, o ex-presidente brasileiro, Michel Temer (2016-2018), que sucedeu ao governo do PT após a destituição de Dilma Rousseff em 2016, usou as redes sociais para declarar apoio a Flávio Bolsonaro.

Lula da Silva não conseguiu até ao momento apoio de qualquer outro candidato a Presidente do Brasil nas eleições do último domingo.

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